“QUANDO AS SOMBRAS AMEAÇAM O CAMINHO, A LUZ É MAIS PRECIOSA E MAIS PURA."
(Espírito Emmanuel, in "Paulo e Estêvão", romance por ele ditado a Chico Xavier)
Meus Amigos e blogAmigos!
terça-feira, 7 de junho de 2011
A PAZ DA "VELHA CHICA"
Antigamente a velha Chica
vendia cola e gengibre
e lá pela tarde ela lavava a roupa
do patrão importante;
e nós os miúdos lá da escola
perguntávamos à vóvó Chica
qual era a razão daquela pobreza,
daquele nosso sofrimento.
Xé menino, não fala política,
não fala política, não fala política.
Mas a velha Chica embrulhada nos pensamentos,
ela sabia, mas não dizia a razão daquele sofrimento.
Xé menino, não fala política,
não fala política, não fala política.
E o tempo passou e a velha Chica, só mais velha ficou.
Ela somente fez uma kubata com tecto de zinco, com tecto de zinco.
Xé menino, não fala política, não fala política.
Mas quem vê agora
o rosto daquela senhora, daquela senhora,
só vê as rugas do sofrimento, do sofrimento, do sofrimento!
Xé menino, não fala política,
não fala política, não fala política.
E ela agora só diz:
“- Xé menino, quando eu morrer, quero ver Angola viver em paz!
Xé menino, quando morrer, quero ver Angola e o Mundo em paz!”
domingo, 5 de junho de 2011
AOS QUE NOS TARDAM

Há mundos novos que queremos conhecer, há territórios que desejamos conquistar, há relacionamentos que ansiamos desenvolver. Tudo o que ainda não fizemos denuncia nosso estado atual de limitação e aprisionamento.
Nascer é entrar numa prisão corporal em busca de meios mais eficientes para expressar nosso potencial subjetivo.
Nascer é entrar numa prisão corporal em busca de meios mais eficientes para expressar nosso potencial subjetivo.
Que razão haveria para uma alma se conformar com a limitação?
A limitação produz ciclos de tempo recorrentes que servem de oportunidade para superá-la e expandir-se na direção do que for pretendido.
A limitação produz ciclos de tempo recorrentes que servem de oportunidade para superá-la e expandir-se na direção do que for pretendido.
Todo este processo se chama evolução e não há como detê-lo, mas sofre demoras impostas intencionalmente por grupos que a veem como um perigo aos seus interesses. Merecem compaixão, porém, por pretender deter o que é inevitável.
Evoluir é inevitavelmente remover todo obstáculo.
Fonte: EVOLUÇÃO, by Oscar Quiroga
Marcadores:
limitação - evolução - oscar quiroga - inveja
sexta-feira, 3 de junho de 2011
DERIVANDO & DERIVADO
Enquanto s' desdobra,
parte da obra
dá obra d' sobra.

Imagem: by Gustavo Miranda/Agência O Globo/O Estadão
Marcadores:
crise palocci - governo federal
sábado, 28 de maio de 2011
O D' LÁ

“Os olhos te foram dados para engano
e o que sentes não cabe na tua mente.
O que não és, e o porque, fingem-te humano.
Tua vida é vivida por outro ente.
Este mundo que vês, não estás nele,
Nem coisa alguma nele há que te importe.
Pois teu sentido e ser, fim e começo,
é a vida que aguarda além da morte.”

Fonte: poema escrito por J.G.R. em 1963, citado no livro Relembramentos : João Guimarães Rosa, meu pai, by Vilma Guimarães Rosa, 3ª ed. rev. e ampl. – Rio de Janeiro : Edit. Nova Fronteira, 2008, p. 185.
Imagem: by web
terça-feira, 17 de maio de 2011
É bom deixar a saudade florescer, sempre.
“(...) Coração do outro é uma terra que ninguém pisa. Minha mãe repetia essa oração quando recebia a visita de muda melancolia. Meu coração estava pisado pelo amor, e só eu sabia. Era um caminhar manso como pata de gato traiçoeiro. Fugia do meu amor para todas as penumbras. Seis minutos eram suficientes para a saudade me transbordar. Fui, desde pequeno, contra matar a saudade. Saudade é sentimento que a gente cultiva com o regador para preservar o cheiro de terra encharcada. É bom deixá-la florescer, vê-la brotar como cachos de tomates, desde que permaneçam verdes e longe da faca afiada. Nada tem mais açúcar que um tomate verde. (...)”
Hoje está fazendo cinco anos que, depois de cinqüenta e três anos juntos, nos separamos. Tem horas que acho que isso é tempo demais. E logo me dou conta de que tudo parece ter sido ontem. Não. Não falo do tempo juntos, falo desses cinco anos agora.
Há dias venho pensando muito em você, nas coisas que nos falamos, no seu jeito simples mas especial de ser, no seu dom de fazer amizades... Coisas da saudade, eu sei. Ah, lembra-se de quando eu pensava em você com um pouco mais de percepção, e logo vinha a confirmação de que você também estava pensando em mim, me chamando pra perto de você? É. A gente ria disso, não? Era muito bom... e inesquecível!
Olha, como diz o autor aí do texto, coração da gente é terra que ninguém entra mesmo; toda vez que a saudade de você me envolve, pego o violão e, sozinho na sala, dedilho aquela canção instrumental que escrevi especial pra você com muito amor. E ninguém em casa percebe esse instante, exceto eu e meu coração. Melhor assim, acho. Ficamos só nós dois, né?
Domingo você não me saía da cabeça, e até imaginei que daí também pensava em mim, e talvez até tivesse alguma coisa pra me dizer. Isso ainda é coisa daquela força que sempre nos uniu, não? Então fiquei a tarde toda ouvindo as muitas canções de Vicente Celestino que eu sei você mais gostava: Patativa, Luar do sertão, Coração materno, Rasguei o teu retrato, O ébrio, Noite cheia de estrelas e tantas outras, que ouvi e reouvi por diversas vezes, sem me cansar.
Mas foi em Ouvindo-te, daquele elepê que você tinha, que a saudade arrochou mais. Consegui até ver você pelo quintal, na sua cozinha, de aventalzinho, cantando-a
lindamente, no mesmo soprano só seu, com aqueles seus hábeis floreados na voz, tal qual Gilda de Abreu, mulher de Vicente.
Hoje está fazendo cinco anos que, depois de cinqüenta e três anos juntos, nos separamos. Tem horas que acho que isso é tempo demais. E logo me dou conta de que tudo parece ter sido ontem. Não. Não falo do tempo juntos, falo desses cinco anos agora.
Há dias venho pensando muito em você, nas coisas que nos falamos, no seu jeito simples mas especial de ser, no seu dom de fazer amizades... Coisas da saudade, eu sei. Ah, lembra-se de quando eu pensava em você com um pouco mais de percepção, e logo vinha a confirmação de que você também estava pensando em mim, me chamando pra perto de você? É. A gente ria disso, não? Era muito bom... e inesquecível!
Olha, como diz o autor aí do texto, coração da gente é terra que ninguém entra mesmo; toda vez que a saudade de você me envolve, pego o violão e, sozinho na sala, dedilho aquela canção instrumental que escrevi especial pra você com muito amor. E ninguém em casa percebe esse instante, exceto eu e meu coração. Melhor assim, acho. Ficamos só nós dois, né?
Domingo você não me saía da cabeça, e até imaginei que daí também pensava em mim, e talvez até tivesse alguma coisa pra me dizer. Isso ainda é coisa daquela força que sempre nos uniu, não? Então fiquei a tarde toda ouvindo as muitas canções de Vicente Celestino que eu sei você mais gostava: Patativa, Luar do sertão, Coração materno, Rasguei o teu retrato, O ébrio, Noite cheia de estrelas e tantas outras, que ouvi e reouvi por diversas vezes, sem me cansar.
Mas foi em Ouvindo-te, daquele elepê que você tinha, que a saudade arrochou mais. Consegui até ver você pelo quintal, na sua cozinha, de aventalzinho, cantando-a
lindamente, no mesmo soprano só seu, com aqueles seus hábeis floreados na voz, tal qual Gilda de Abreu, mulher de Vicente.Pode parecer estranho, mas a tarde do domingo assim, ouvindo o que você ouvia e cantava, deixou-me leve, foi uma saudade gostosa, daquela de até te sentir aqui perto de mim.
...e eu tenho certeza de que VOCÊ ESTAVA PERTO DE MIM naquele instante, Mãe, porque a senti!
...e eu tenho certeza de que VOCÊ ESTAVA PERTO DE MIM naquele instante, Mãe, porque a senti!
A sua bênção, Mãe, com muito mais saudade hoje.
De seu filho sempre caçula, Zuza.
Beijos eternos...
Fonte do excerto: livro Vermelho Amargo, do escritor mineiro Bartolomeu Campos de Queirós. São Paulo : Edit. Cosac Naify, 2011, p. 44.
terça-feira, 3 de maio de 2011
UMA MENININHA TRISTE
...nem só de rock pesado viveu a fabulosa Janis Lyn Joplin.
Aqui em inesquecível interpretação duma canção com letra cheia de pureza juvenil, de uma menininha triste que contava os pingos da chuva...
Little girl blue é de 1935, composta por Richard Rodgers (música) e Lorenz Hart (letra).
Abaixo, a outra Janis, toda à flor da pele, em BALL & CHAIN, com sua superbanda Big Brother and the Holding Company, da qual era apenas a vocalista, num blue puríssimo.
...por essa e por outras é que aqueles Anos 60 são tão inesquecíveis (ao menos pra mim).
Aqui em inesquecível interpretação duma canção com letra cheia de pureza juvenil, de uma menininha triste que contava os pingos da chuva...
Little girl blue é de 1935, composta por Richard Rodgers (música) e Lorenz Hart (letra).
Abaixo, a outra Janis, toda à flor da pele, em BALL & CHAIN, com sua superbanda Big Brother and the Holding Company, da qual era apenas a vocalista, num blue puríssimo.
...por essa e por outras é que aqueles Anos 60 são tão inesquecíveis (ao menos pra mim).
quarta-feira, 27 de abril de 2011
HÁ DIAS EM QUE TUDO SE ADIA
Há dias assim,
longos, largos, (turbu)lentos...

...mas que passam
também,
tão bem...
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dias ruidosos - turbulentos - agitados
terça-feira, 19 de abril de 2011
COMO ERA BOM SER TERRÍVEL... E A GENTE SABIA.
...antes tarde (da noite) que nunca. Rei é rei!
Parabéns a ele pela nov'idade hoje.
terça-feira, 12 de abril de 2011
NOSSO LAR & NOÇÕES DE LAR
Compartilhando uma leitura pessoal:
“...o lar é como se fora um ângulo reto nas linhas do plano da evolução divina. A reta vertical é o sentimento feminino, envolvido nas inspirações criadoras da vida. A reta horizontal é o sentimento masculino, em marcha de realizações no campo do progresso comum.
(...)
Na maioria [dos lares], os casais terrestres passam as horas sagradas do dia vivendo a indiferença ou o egoísmo feroz. Quando o marido permanece calmo, a mulher parece desesperada; quando a esposa se cala, humilde, o companheiro tiraniza. Nem a consorte se decide a animar o esposo, na linha horizontal de seus trabalhos temporais, nem o marido se resolve a segui-la no vôo divino de ternura e sentimento, rumo aos planos superiores da Criação.
(...)
É claro que, em tais circunstâncias, o ângulo divino não está devidamente traçado. Duas linhas divergentes tentam, em vão, formar o vértice sublime, a fim de construírem um degrau na escada grandiosa da vida eterna.
(...)
Por mais que se unam os corpos, vivem as mentes separadas, operando em rumos opostos.
(...)
“...na fase atual evolutiva do planeta, existem na esfera carnal raríssimas uniões de almas gêmeas, reduzidos matrimônios de almas irmãs ou afins, e esmagadora porcentagem de ligações de resgate. O maior número de casais humanos é constituído de verdadeiros forçados, sob algemas.
(...)
Dentro de casa, a inspiração [a mulher]; fora dela, a atividade [o marido]. Uma não viverá sem a outra. Como sustentar-se o rio sem a fonte, e como espalhar-se a água da fonte sem o leito do rio? ...”
Fonte dos excertos: cap. 20 - Noções de lar, pp. 91/92, do livro “Nosso Lar”, ditado para Chico Xavier pelo Espírito André Luiz (médico sanitarista). Nosso Lar é um clássico da literatura espírita brasileira, lançado em 1944.
Curiosidade: a novelista IVANI RIBEIRO serviu-se do “Nosso Lar” entre suas bases para escrever a novela A VIAGEM, produzida originalmente em 1975 pela Rede Tupi, exibida em 141 capítulos, entre 1º.10.1975 a 27.03.1976. O outro livro espírita que inspirou Ivani na mesma novela foi “E a vida continua...”.
O filme: desde setembro/2010 está nos cinemas o filme de “Nosso lar” (no vídeo abaixo os primeiros cinco minutos do filme), gravado em julho, agosto e setembro/2009. Dentre outros artistas do elenco estão Othon Bastos (Anacleto, Governador de Nosso Lar), Paulo Goulart (Ministro Genésio) e Ana Rosa (Laura, mãe de Lísias), Fernando Alves Pinto (Lísias), com Renato Prieto (como o Espírito André Luiz adulto), Gabriel Scheer (André Luiz aos 10 anos), e Gabriel Azevedo (André Luiz aos 20 anos).
sábado, 26 de março de 2011
NADA É SEM TEMPO NEM QUÊ NEM PRA QUÊ
Quando você es
tiver conversando com algum amigo ou ouvindo-o detidamente, e de repente uma situação qualquer o levar a podar o diálogo, não se deslembre de, restabelecida a oportunidade – e ela sempre vem –, ter refinada iniciativa de retomar do ponto em que vinha. O tempo pode lhe parecer muito valoroso, a materialidade fascinante, mas seu império pessoal sobre ambos é tão duradouro quanto o vigor da chama dum fósforo.
Digo isto porque, apesar de certas circunstâncias serem sábia e tempestivamente sustáveis para amadurecimento, e da provável balda de deseducado que se pode sofrer em eventual falta de apreço pelo que lhe dizia o tal amigo, entretanto realidade mais intensa carece ser notada: a Vida neste Plano é a ponteiros, se sabe, no entanto seu relógio vai por corda em fio frágil ou bateria limitada, movidos que são os três pela geral transitoriedade; a ocasião cortada de inopino pode escapar-lhe certa e definitivamente assim como definitivo e certo é que a madrugada se renda a todo amanhecer.
Não creia sejamos essências com movimento contínu
o, espécies de perpetuum mobile, que isso ainda é apenas vã teoria científica da fecunda, mas pouco resistente da mente humana, nem aguarde pela reencarnação, que é certa, particularmente creio, como igualmente tenho fé de que com ela não se lhe darão privilégios senão novos compromissos a resgatar com vistas à renovação e aprimoramento; o Creador sabe o cerne de sua criatura. Nada é sem quê nem pra quê!
Então, devolvida a chance do diálogo aparteado, retome-o, que a nova ocasião não se dá nem se dará sem desígnio. Todavia o faça antes que leia ou seja lido num obituário, que aí outra será a Dimensão e o tema central poderá ser o tal amigo ou você, quiçá queixando-se – também creio – ao Divino, e Ele sorrindo-lhes lindamente, como o professor paciente que vê seu pupilo embaraçado ao segurar o lápis pela primeira vez!
tiver conversando com algum amigo ou ouvindo-o detidamente, e de repente uma situação qualquer o levar a podar o diálogo, não se deslembre de, restabelecida a oportunidade – e ela sempre vem –, ter refinada iniciativa de retomar do ponto em que vinha. O tempo pode lhe parecer muito valoroso, a materialidade fascinante, mas seu império pessoal sobre ambos é tão duradouro quanto o vigor da chama dum fósforo.Digo isto porque, apesar de certas circunstâncias serem sábia e tempestivamente sustáveis para amadurecimento, e da provável balda de deseducado que se pode sofrer em eventual falta de apreço pelo que lhe dizia o tal amigo, entretanto realidade mais intensa carece ser notada: a Vida neste Plano é a ponteiros, se sabe, no entanto seu relógio vai por corda em fio frágil ou bateria limitada, movidos que são os três pela geral transitoriedade; a ocasião cortada de inopino pode escapar-lhe certa e definitivamente assim como definitivo e certo é que a madrugada se renda a todo amanhecer.
Não creia sejamos essências com movimento contínu
o, espécies de perpetuum mobile, que isso ainda é apenas vã teoria científica da fecunda, mas pouco resistente da mente humana, nem aguarde pela reencarnação, que é certa, particularmente creio, como igualmente tenho fé de que com ela não se lhe darão privilégios senão novos compromissos a resgatar com vistas à renovação e aprimoramento; o Creador sabe o cerne de sua criatura. Nada é sem quê nem pra quê!Então, devolvida a chance do diálogo aparteado, retome-o, que a nova ocasião não se dá nem se dará sem desígnio. Todavia o faça antes que leia ou seja lido num obituário, que aí outra será a Dimensão e o tema central poderá ser o tal amigo ou você, quiçá queixando-se – também creio – ao Divino, e Ele sorrindo-lhes lindamente, como o professor paciente que vê seu pupilo embaraçado ao segurar o lápis pela primeira vez!
Imagens: by arquivo pessoal de jrb
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sábado, 19 de março de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
TUDO A SEU TEMPO
Turn, Turn, TurnVire, vire, vire
To every thing (turn, turn, turn)
There is a season, turn, turn, turn,
And a time to every purpose under heaven
Para cada coisa (por sua vez, por sua vez, por sua vez)
há uma temporada, por sua vez, por sua vez, por sua vez
e um tempo para todo propósito debaixo do céu
A time to be born, a time to die
A time to plant, a time to reap
A time to kill, a time to heal
A time to laugh, a time to weep
Um tempo para nascer, de uma hora para morrer
um tempo para plantar, um tempo para tirar
um tempo para matar, um tempo para curar
um tempo para rir, um tempo para chorar
To everything (turn, turn, turn)
There is a season (turn, turn, turn)
And a time to every purpose under heaven
Para tudo (vire, vire, vire)
há uma temporada (por sua vez, por sua vez, por sua vez)
e um tempo para todo propósito debaixo do céuA time to build up, a time to break down
A time to dance, a time to mourn
A time to cast away stones
A time to gather stones together
Um tempo para construir, um tempo para quebrar
um tempo para dançar, um tempo para lamentar
um tempo para jogar fora pedras
um tempo reunir pedras
To everything (turn, turn, turn)
There is a season (turn, turn, turn)
And a time to every purpose under heaven
Para tudo (vire, vire, vire)
há uma temporada (por sua vez, por sua vez, por sua vez)
e um tempo para todo propósito debaixo do céuA time of love, a time of hate
A time of war, a time of peace
A time you may embrace
A time to refrain from embracing
Um tempo de amor, um tempo de odiar
um tempo de guerra, um tempo de paz
uma hora você pode abraçar
um tempo para abster-se abraçando
To everything (turn, turn, turn)
There is a season (turn, turn, turn)
And a time to every purpose under heaven
Para tudo (vire, vire, vire)
há uma temporada (por sua vez, por sua vez, por sua vez)
e um tempo para todo propósito debaixo do céuA time to gain, a time to lose
A time to rend, a time to sew
A time to love, a time to hate
A time for peace, I swear it's not too late
Um tempo para ganhar, perder
um tempo de rasgar, um tempo de costurar
um tempo de amar, um tempo de odiar
um tempo para a paz, eu juro que não é demasiado tarde.
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the byrds - turn,
turn,
turn - 1966 - tudo tem um tempo
domingo, 13 de março de 2011
quarta-feira, 9 de março de 2011
TORNANDO AOS MEUS VERDES CAMPOS
Se um filme já marca muito a gente...

... a música d' O ÁLAMO então gravou-me eterno a alma:
Meados dos anos 60, nascia o sol sobre os verdes campos de minha juvenilidade...
quinta-feira, 3 de março de 2011
ARACY GUIMARÃES ROSA, uma alma Iluminada

Deixou este Plano hoje, em São Paulo, aos 102 anos de idade, ARACY MOEBIUS DE CARVALHO GUIMARÃES ROSA, segunda mulher de João Guimarães Rosa, com quem o Escritor-Mor vivera de 1938 até seu desencarne a 19 de novembro de 1967. Seu corpo foi cremado também hoje, no Crematório Horto da Paz (Itapecerica da Serra - SP).
Ara - como João carinhosamente a chamava - era paranaense de Rio Negro, nascida a 20 de abril de 1908, e falava português, inglês, francês e alemão.
Em 08 de julho de 1
982 Aracy foi homenageada com seu nome gravado no Museu do Holocausto (Yad Vashem) (“Jardim dos Justos entre as Nações”), em Israel, por ter ajudado durante a Segunda Guerra muitos judeus a entrarem ilegalmente no Brasil do Governo Vargas, na vigência da “Circular Secreta 1.127”, de 1938, que lhes proibia aqui a entrada. Semelhante homenagem Aracy receberia também no Museu do Holocausto de Washington (EUA).
Dentre as famílias que ajudou a escapar do holocausto alemão está a de Maria Margareth Bertel Levy, com quem, voltando ao Brasil, Aracy fizera uma amizade muito forte – que eu particularmen
te entendo como claramente espiritual: contam os familiares que bastava uma delas ficar doente que a outra logo adoecia.
Em 2003, morando em endereços diferentes, cada uma caiu em sua casa.
Ara - como João carinhosamente a chamava - era paranaense de Rio Negro, nascida a 20 de abril de 1908, e falava português, inglês, francês e alemão.
Em 08 de julho de 1
982 Aracy foi homenageada com seu nome gravado no Museu do Holocausto (Yad Vashem) (“Jardim dos Justos entre as Nações”), em Israel, por ter ajudado durante a Segunda Guerra muitos judeus a entrarem ilegalmente no Brasil do Governo Vargas, na vigência da “Circular Secreta 1.127”, de 1938, que lhes proibia aqui a entrada. Semelhante homenagem Aracy receberia também no Museu do Holocausto de Washington (EUA).Dentre as famílias que ajudou a escapar do holocausto alemão está a de Maria Margareth Bertel Levy, com quem, voltando ao Brasil, Aracy fizera uma amizade muito forte – que eu particularmen
te entendo como claramente espiritual: contam os familiares que bastava uma delas ficar doente que a outra logo adoecia.Em 2003, morando em endereços diferentes, cada uma caiu em sua casa.
No dia 21 de fevereiro deste ano a amiga Maria Margareth desencarnou. Três dias depois, Aracy - que há anos padecia do Mal de Alzheimer, e por isso não sabia do fato ocorrido com a amiga – teve agravado seu estado de saúde e foi internada, vindo a desencarnar também. Pergunto: - alguma dúvida acerca da espiritualidade de que falei antes?
Entrevista emocionante com a Aracy francamente espiritualizada pode ser lida aqui, no Jornal da Tarde, de 1968, um ano após a Partida de João Guimarães Rosa.
Aracy teve uma grande glória: foi imortalizada na literatura brasileira por Guimarães Rosa ao DAR-LHE o livro "Grande Sertão: Veredas" (1956):
Entrevista emocionante com a Aracy francamente espiritualizada pode ser lida aqui, no Jornal da Tarde, de 1968, um ano após a Partida de João Guimarães Rosa.
Aracy teve uma grande glória: foi imortalizada na literatura brasileira por Guimarães Rosa ao DAR-LHE o livro "Grande Sertão: Veredas" (1956):
"A Aracy, minha mulher, Ara
pertence este livro".
Por isso todos os direitos autorais de “Grande Sertão: Veredas” lhe pertenciam, fato reconhecido pelo Judiciário em litígio que lhe travaram as filhas do primeiro casamento do Autor-Mor, Vilma Guimarães Rosa e Agnes Guimarães Rosa do Amaral.
A História haverá de fazer JUSTIÇA à pessoa humana da iluminada alma paranaense que foi ARACY MOEBIUS DE CARVALHO GUIMARÃES ROSA, uma mulher cosmopolita!
A História haverá de fazer JUSTIÇA à pessoa humana da iluminada alma paranaense que foi ARACY MOEBIUS DE CARVALHO GUIMARÃES ROSA, uma mulher cosmopolita!
magens: by WEB e ESTADÃO.COM.BR/Cultura
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
NÃO ME LEIAM HOJE
Desde a semana passada que tenho estado muito ocupado. Coisas do ofício. Anteontem as coloquei em ordem ‘travês.
Sempre depois de uma dessas preciso d’um tempo pra me descomprimir... (coisa de canceriano mesmo.) Os dias de ontem e hoje usei pra isso. Amanhã cuido do hoje dele.
Hoje eu até ia postar algo novo aqui, por absoluta reverência a vocês meus amigos blogleitores, conhecidos ou não.
Mas aí, numa dessas viradas que a vida dá a todo instante, vi que há SEMPRE alguém que mereça mais a atenção de vocês do que eu.
Por isso quero fazer-lhes apenas um pedido fraterno:
- visitem o blog “AS TRÊS PARTES DE MIM”, leiam-no com carinho, e lá deixem seus comentários. Há instantes da vida em que as palavras da gente tomam a força descomunal de um touro bravio, e essa força canalizada serve pra socorrer quem dela mais precisa no momento.
Hoje eu até ia postar algo novo aqui, por absoluta reverência a vocês meus amigos blogleitores, conhecidos ou não.
Mas aí, numa dessas viradas que a vida dá a todo instante, vi que há SEMPRE alguém que mereça mais a atenção de vocês do que eu.
Por isso quero fazer-lhes apenas um pedido fraterno:
- visitem o blog “AS TRÊS PARTES DE MIM”, leiam-no com carinho, e lá deixem seus comentários. Há instantes da vida em que as palavras da gente tomam a força descomunal de um touro bravio, e essa força canalizada serve pra socorrer quem dela mais precisa no momento.
Seu nome é ALINE COPCESKI, a quem ainda não conheço pessoalmente, mas que mora em Paranavaí, meu torrão natal...
"Console o triste. Você não pode relacionar as surpresas da própria sorte." (Espírito André Luiz)
Obrigado. ZR Atualizando (sábado, 26/02, às 12h27m): REVOLTANTE o que acabo de ler AQUI.
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aline copceski - paranavaí - linfoma
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
CONFESSO
- ...entendo nada de futebol, nunca entendi. Quis o Creador que eu tivesse outros dons, os quais vivo burilando.
Mas em matéria de alegria você foi Mestre na arte com seus 15 gols na Seleção Brasileira, Ronaldinho.
Agradeço-lhe por tudo isso em meu nome, no de meus saudosos pais Elvira (Dona Viróca), Antonio (Sontonho), e de meu Tio Alcides que, enquanto estiveram conosco, vibraram muito com suas jogadas geniais, Fenômeno!
Durante aqueles seus jogos nossas salas ouviram muitos gritos liberados em aflições por gols, algumas lágrimas quando não vieram, mas a sua cota de alegria pra nós foi muito maior.
O Fenômeno que mora em você agora é História, e este ninguém apaga mais!!!
O Fenômeno que mora em você agora é História, e este ninguém apaga mais!!!
Obrigado, Ronaldinho!
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
DA CABEÇA DUM POETA-PINTOR JUIZ-FORANO
Vendo aquele meu post do "Violão para viagem", o sempr'inspiradíssimo poeta-pintor EVALDO (Juiz de Fora - MG) deixou um mineiríssimo comentário-diálogo, digno de um post. Ei-lo, aqui com título dado por mim:
Dois mineiros desquebrando o violão pra viajantes
- Pois é...

- Vocês viram o que fizeram ao violão?
- O que foi?
- Transformaram-no em cyborg, vem ver!
- Não é que é mesmo?
- Ah, não! Essa não!
- Tão bonito o violão... E agora, olha aí!
- Calma! “Peraí”!
- Não é você quem vai tocar...
- E quem vai?
- Os mochileiros, uai! Viajantes...
- Pensa neles...
- Aqui, meu filho: essa pra mim não cola, não!
- Violão pra mim tem que ser inteiro.
- Onde se viu isso, sô?
- Quero ver as meninas chegarem perto de violeiro desdobrando violão...
- Quer saber de uma coisa?
- Depois que a gente deitar os dedos nas cordas dele eu quero ver quem não vai se alegrar...
Meu comentário: - Evaldo, muit'obrigado pelo carinho de sua elevada extensão poética ao meu post. Abração do blogamigo ZR Balestra.
imagem by web
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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
INOCENTADO NO TRIBUNAL
Num 7 de fevereiro igual a hoje, mas de 1857, o escritor francês GUSTAV FLAUBERT, prosa
dor a mancheia, era inocentado pela Sexta Corte Correcional do Tribunal do Sena (Paris) pela acusação de imoralidade que a censura francesa da época lhe impingira por conta de seu romance “MADAME BOVARY”.
Impresso em outubro de 1856, depois de cinco anos de intensa dedicação na sua escrita, publicado em 1857, em “Madame Bovary”, obra mais famosa de Flaubert e da literatura francesa, conta ele a estória da anti-heróica personagem EMMA BOVARY, uma mulher francesa inteligente, bonita e insaciável que se casa com um indiferente médico duma cidadezinha interiorana da França.
Porém, a monotonia da vida de Emma a empurra para vários relacionamentos não correspondidos. Desiludida, Emma encontra no suicídio a fuga para seus problemas.
Romance de vanguarda do Realismo, a crítica social de F
laubert em Madame Bovary à burguesia da época é incisiva. Ele expõe ao mundo a falsidade de sua ostentação moral, seus reprováveis costumes, notadamente os das intimidades sexuais, e por isso Madame Bovary fora reputado como obra subversiva, com direito a um processo, do qual por fim fora inocentado Flaubert.
No tribunal, perguntado enfim quem seria seu modelo Madame Bovary, tal a veracidade da personagem, Flaubert respondeu calmamente:
dor a mancheia, era inocentado pela Sexta Corte Correcional do Tribunal do Sena (Paris) pela acusação de imoralidade que a censura francesa da época lhe impingira por conta de seu romance “MADAME BOVARY”.Impresso em outubro de 1856, depois de cinco anos de intensa dedicação na sua escrita, publicado em 1857, em “Madame Bovary”, obra mais famosa de Flaubert e da literatura francesa, conta ele a estória da anti-heróica personagem EMMA BOVARY, uma mulher francesa inteligente, bonita e insaciável que se casa com um indiferente médico duma cidadezinha interiorana da França.
Porém, a monotonia da vida de Emma a empurra para vários relacionamentos não correspondidos. Desiludida, Emma encontra no suicídio a fuga para seus problemas.
Romance de vanguarda do Realismo, a crítica social de F
laubert em Madame Bovary à burguesia da época é incisiva. Ele expõe ao mundo a falsidade de sua ostentação moral, seus reprováveis costumes, notadamente os das intimidades sexuais, e por isso Madame Bovary fora reputado como obra subversiva, com direito a um processo, do qual por fim fora inocentado Flaubert.No tribunal, perguntado enfim quem seria seu modelo Madame Bovary, tal a veracidade da personagem, Flaubert respondeu calmamente:
– Madame Bovary je suis...
(– Madame Bovary sou eu...)
Imagens: by web
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
ERA SÓ O QUE ME FALTAVA
... e eu que pensava conhecer tantos tipos de violão, eis que descubro agora...
UM VIOLÃO PARA VIAGEM!

Este aí é um "Voyage Air Guitar VAMD-02 Transito Series - Torajittoshirizu VAMD"
Portanto agora, parodiando Sócrates, só posso dizer que quanto mais conheço as coisas, mais sei que nada sei, mas insisto nessa minha eterna teimosia.
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