“QUANDO AS SOMBRAS AMEAÇAM O CAMINHO, A LUZ É MAIS PRECIOSA E MAIS PURA."

(Espírito Emmanuel, in "Paulo e Estêvão", romance por ele ditado a Chico Xavier)

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domingo, 7 de agosto de 2016

VANDER LEE: O DOMADOR-POETA-CANTOR QUE LAÇAVA ACORDES E VERSOS


Quase toda noite gosto de sair para o jardim de meu quintal à frente da casa, onde me ponho solitariamente às reflexões da vida enquanto do mosaico da calçada observo os verdes vários vivos que do chão brotam; o olivado da grama esmeralda tapetando, o verde-amarelado dos crótons e dos pingos-de-ouro iluminando o ambiente, o verde-alface dos buxinhos (com xis mesmo), o das folhas do manacá-da-serra ocultado pelas lindas flores roxas da época, algumas flores vermelhas avulsas destoando, todos contrastando com a candura branca das pedras dolomitas e os marrons das cascas de pinus que dormem seus silêncios às bordas.

São momentos curtos meus, porém, o bastante para a extensão e a profundidade de meus pensamentos fluírem acerca dos fatos da vida presente e passada, todavia, sem grandes ansiedades pelo porvir, porque, enquanto desapegado, também creio que ele, o futuro, realmente a Deus pertence, como bem o diz o salmista no Livro-Santo: “Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará.” (Salmos 37:5).

Na sexta-feira à noite, fui sobressaltado por uma notícia que me deixou deveras comovido:  o desencarne do ainda jovem cantor e compositor mineiro Vander Lee, a quem, enquanto músico que desde os 12 anos de idade procurei ser, descobri por volta de 2010, através duma canção cuja letra altamente inspirada e profunda, a tomei como legítima oração ditada pela voz de um coração-poeta em eterna definição das dores da alma que ama. Era a canção “Onde Deus possa me ouvir”.  À época a publiquei num post aqui

Dali em diante, como é comum a todo fã verdadeiro que não se embaraça em confessar sua afeição pela obra de um artista, passei a procurar vídeos e a ouvir a harmoniosa voz de Vander Lee, a tirar suas músicas ao meu violão, a assimilar as riquezas harmônicas das canções, em geral por ele construídas com acordes dissonantes vibrantes como os girassóis de Van Gogh, em movimento vivo constante feito o das bailarinas de Edgar Degas, com semelhante sentimento de impacto dos acordes de uma Ave Maria de Gounod sobre certo prelúdio de Bach.

Ontem à noite tornei ao jardim. Olhando vagamente às plantas e ao firmamento, as canções de Vander Lee vibrando em meus ouvidos e a lembrança de que seu corpo descera à campa por volta das 10 da manhã desse sábado, e que assim sua obra estava definitivamente demarcada no tempo pelo Criador do Universo, tudo isso me fez conjeturar sobre a pequena compreensão que temos sobre o quão breve e complexa é nossa passagem por este Plano.

Por um lado as alegrias na abertura dos jogos olímpicos no Rio de Janeiro e, por outro, a comoção que havia pouco mais de quatrocentos quilômetros dali tomava conta da família e dos circunstantes que madrugada adentro faziam o guardamento do corpo de um poeta-cantor “VANDER LEE”, registrado Varderli Catarina e nascido em Belo Horizonte em 03.03.1966, chamado que fora pelo Divino Pai Eterno para a Volta à Origem, não obstante seus cinquenta anos completos, mais da metade deles vivendo e cuidando de sua família com os resultados de seu talento na música, e que planejara em 2017 comemorar os vinte anos profissionais de arte e poesia através de um CD recém gravado no Rio de Janeiro. Tudo isso foi interrompido pelo Chamado.

Mas se esse fato surpreendeu a todos, com certeza não a ele Vander Lee, porque havia muito que já se preparara para a Volta, escrevendo uma conversa sua com o Divino Pai Eterno, que lindamente musicara, intitulada “Alma nua”, cuja partitura o acompanhou na última morada, como manifestara ser seu último desejo.

Enfim, se é certo que o artista deixou este Plano, que ficamos mais pobres pela falta de seu talento entre nós, dúvidas não tenho de que seu espírito hoje é mais uma estrela fulgurante no Firmamento. Assim, nestas linhas de fã de sua obra que sou, rendo-lhe minha modesta homenagem: MEDALHA DE OURO PARA O LUMINAR INTENSO DE VANDER LEE E SEU VIOLÃO QUE SE CALOU! 

Descanse em PAZ, Menino-Poeta! Um dia todos nos reencontraremos…



Foto: by Jornal Tribuna Hoje

domingo, 17 de julho de 2016

CHAS CHANDLER, o baixista d'A CASA DO SOL NASCENTE


Hoje faz 20 anos que Bryan James “CHAS CHANDLER” (18.12.1938 - 17.07.1996) morria em Londres, vitimado por um aneurisma na aorta.

CHAS CHANDLER era inglês, e também foi produtor musical, mas ficou conhecido como o contrabaixista do grupo THE ANIMALS, uma banda de rock britânica dos anos 60, formada em Newcastle, cidade do condado metropolitano de Tyne and Wear.

Essa banda hoje em dia ainda é reconhecida por seu hit da época, 1964, “The house of rising sun” (“A casa do sol nascente”), uma música folclórica americana cuja letra fala de uma vida mal-sucedida em New Orleans, no Estado da Louisiana.

A sequência harmônica dessa melodia, por ser de facílima execução, em geral é das primeiras que todo violonista ou guitarrista principiante popular aprende a tocar.


Nota: no vídeo Chas é o músico à esquerda 

CHAS CHANDLER foi quem conduziu o maior guitarrista de todos os tempos à fama, Jimi Hendrix, a quem conheceu tocando num local nova-iorquino chamado Cafe Wha?

Em seguida Chas levou Jimi para Londres onde, em outubro de 1966, juntou a ele dois outros músicos ingleses, Noel Redding no baixo e backing vocal, e Mitch Mitchell na bateria. E assim estava formada a histórica banda “JIMI HENDRIX EXPERIENCE”.

Chass tornou-se agente-empresário da banda e permaneceu durante toda a sua breve existência, de 1966 a 1970, quando nas primeiras horas de 18.09.1970 falecia Jimi Hendrix, em circunstâncias nunca bem esclarecidas totalmente.

Chas gostava de tocar baixo num instrumento da marca americana Gibson, modelo EB2. 












Fontes e imagens: by web

sexta-feira, 8 de julho de 2016

segunda-feira, 27 de junho de 2016

O FAMIGERADO DE CORDISBURGO



Em Cordisburgo, Minas Gerais, hoje é só festejo
Pela saudade do filho mais sublime;
Há 108 anos lá nascia Joãozito,
Cristianizado como João Guimarães Rosa,
E abençoado como o Escritor-Mor das Gerais.


 


FAMIGERADO



Imagem: by web ("Joãozito" é João Guimarães Rosa ainda menino)