“QUANDO AS SOMBRAS AMEAÇAM O CAMINHO, A LUZ É MAIS PRECIOSA E MAIS PURA."

(Espírito Emmanuel, in "Paulo e Estêvão", romance por ele ditado a Chico Xavier)

Meus Amigos e blogAmigos!

terça-feira, 12 de junho de 2012

APENAS POR HOJE



 

JUST FOR TODAY


Just for today
I could try to live through this day only
Not deal with all life's problems
Just for today

If just for one night
I could feel not sad and lonely
Not be my own life's problem
Just for one night

If just (for) today
I could try to live through this day only
Not deal with all life's problems
Just for today



If just for one night
I could feel not sad and lonely
Not be my own life's problem
Just for one night

Just for today
I could try to live through this day only
Not deal with all life's problems
Just for today

Just for today

 

APENAS POR HOJE


Apenas por hoje
Eu pudesse tentar viver esse dia só
Sem lidar com os problemas da vida
Apenas por hoje

Se por apenas uma noite
Eu pudesse não me sentir triste e solitário
Não me tornar meu próprio problema de vida
Apenas por uma noite

Se apenas (por) hoje
Eu pudesse tentar viver esse dia só
Sem lidar com os problemas da vida
Apenas por hoje

(solo)

Se por apenas uma noite
Eu pudesse não me sentir triste ou solitário
Não me tornar meu próprio problema de vida
Apenas por uma noite

Apenas por hoje
Eu pudesse tentar viver esse dia só
Sem lidar com os problemas da vida
Apenas por hoje

Apenas por hoje




domingo, 3 de junho de 2012

COMO OS CÃES...



COMO OS CÃES

by Bob*


— Não é possível, senhora! - dizia o comendador à esposa - Não é possível!
— Mas se eu lhe digo que é certo, seu Lucas! - insistia a D. Teresa - pois é mesmo a nossa filha quem m’o disse!
O comendador Lucas, atônito, coçou a cabeça:
— Oh! senhora! Mas isso é grave! Então o rapaz já está casado com a menina há dois meses e ainda...
— Ainda nada, seu Lucas, absolutamente nada!
— Valha-me Deus! Enfim, eu bem sei que o rapaz, antes de casar, nunca tinha andado pelo mundo... sempre agarrado às saias da tia... sempre metido pelas igrejas.
— Mas - que diabo! - como é que, em dois meses, ainda o instinto não lhe deu aquilo que a experiência já lhe devia ter dado?! Enfim, vou eu mesmo falar-lhe! Valha-me Deus!

E, nessa mesma noite, o comendador, depois do jantar, chamou à fala o genro, um moço louro e bonito, dono de uns olhos cândidos...
— Então, como é isso, rapaz? tu não gostas de tua mulher?
— Como não gosto? Mas gosto muito!
— Tá tá tá... Vem cá! Que é que tu lhe tens feito, nestes dous meses?
— Mas... tenho feito tudo!, converso com ela, beijo-a, trago-lhe frutas, levo-a ao teatro... tenho feito tudo...
— Não é isto, rapaz, não é somente isso! O casamento é mais que alguma cousa! Tu tens de fazer o que todos fazem, caramba!
— Mas... não entendo...
— Ó homem! Tu precisas... ser marido de tua mulher!
— ... Não compreendo...
— Valha-me Deus! Tu não vês como os cães fazem na rua?
— Como os cães? ... Como os cães?... Sim... Parece-me que sim...
— Pois, então? Faze como os cães, pedaço de moleirão, faze como os cães! E não te digo mais nada! Faze como os cães...!
 E, ao deitar-se, o comendador disse à esposa, com um risinho brejeiro:
— Parece que o rapaz compreendeu, senhora! E agora é que a menina vai ver o bom e o bonito...

*****

Uma semana depois, a Rosinha, muito corada, está diante do pai, que a interroga. O comendador tem os olhos esbugalhados de espanto:
— Que, rapariga? Pois então, o mesmo?
— O mesmo... Ah! é verdade! Houve uma coisa que até me espantou... Ia-me esquecendo... houve uma cousa... esquisita...
— Que foi? Que foi? - exclamou o comendador - Que foi?... eu logo vi que devia haver alguma cousa!
— Foi uma cousa esquisita... Ele me pediu que ficasse... assim... assim... como um bicho... e...
— E depois? E depois?
— E depois... depois... lambeu-me toda... e...
— ...E?
— ... e dormiu!


*BOB, pseudônimo do poeta OLAVO BILAC (Rio de Janeiro, 16.12.1865 / 28.12.1918), em CONTOS PARA VELHOS.

domingo, 13 de maio de 2012

NA CANÇÃO UM POUCO DE MIM...



...PRA VOCÊ, MINHA MÃE!, QUE DAÍ TANTO ME CUIDA, EU SEI...

... com muita saudade.         Zuza  









MOTHER OF LOVE     (Robin Gibb)


Mother
Take my hand
Lead me to a world I understand

Mother
Take me home
Help me find the strength to carry on

Everything in life we have is changing
But you are all I need to keep me still

Mother of love
Angel of light
I'm a lone lost child
So alone in the night

Mother of love
Angel of light
You have saved this soul
You have given me sight

Mother
Keep me warm
Always be my lighthouse in the storm

Mother
Set me free
Give me wings to fly eternally

Mother of love
Angel of light
I'm a lone lost child
So alone in the night

Mother of love
Angel of light
You have saved this soul
You have given me sight

Must the world the tide of war devising?
The suffering of children fills our eyes

Mother of love
Angel of light
I'm a lone lost child
So alone in the night

Mother of love
Angel of light
You have saved this soul
You have woken me
Mother of love
Mãe
Pegue minha mão
Leve-me para um mundo que eu entenda

Mãe
Leve-me para casa
Ajuda-me a encontrar força para seguir

Tudo que tenho na vida está mudando
Mas você é tudo que preciso para me manter ainda

Mãe do amor
Anjo da luz
Eu sou uma criança perdida
Solitária, tão sozinha no meio da noite

Mãe do amor
Anjo da luz
Que guardou esta alma
Você tem me olhado

Mãe
Mantém-me aquecido
Seja sempre meu farol na tempestade

Mãe  
Liberte-me  
Dê-me asas para voar eternamente

Mãe do amor
Anjo da luz
Eu sou uma criança perdida
Solitária, tão sozinha no meio da noite

Mãe do amor
Anjo da luz
Que guardou esta alma
Você tem me olhado

Deve o mundo conceber a maré da guerra?
O sofrimento das crianças enche nossos olhos

Mãe do amor
Anjo de luz
Eu sou uma criança solitária
Tão sozinho no meio da noite

Mãe do amor
Anjo da luz
Que tem guardado esta alma
Que tem me despertado
Mãe do amor


sexta-feira, 4 de maio de 2012


Em 1994 Partia Tonico,
e hoje nos deixa TINOCO; 
agora ficamos feito um tico,
com pouca raiz, e mais toco.
(jrb)


OBRIGADO Tinoco, pela alegrias que você e Tonico me deram....





quarta-feira, 18 de abril de 2012

HOJ'ESTOU:




... saudoso de meus Amigos 

dos cantos e floradas vid'afora

Canteiros inda os guardo comigo

mas não abotoam tal com’outrora...

                                                                            (JRB)


sexta-feira, 30 de março de 2012

LIÇÃO D'ALMA'NIMAL:



...inTolerância, 
maldade, 
malícia,  
violência, 
desamor, 
são todos criações 


geNUinvejamente


humanos!.. 


(jrb)




terça-feira, 20 de março de 2012



Há tempos assim, 
que cantos alheios 
falam por mim, 
sem cordas nem freios, 
a minha vontade.



quinta-feira, 1 de março de 2012

LUCIO DALLA... A VOZ SUBLIME QUE FICOU


Lucio Dalla...


...agora é brilho de mar,
é sopro de vento,
em algum lugar,
do golfo de Surriento...





Caruso

Qui dove il mare luccica e tira forte il vento
Su una vecchia terrazza davanti al golfo de Surriento
Un uomo abbraccia una ragazza dopo che aveva pianto
Poi si schiarisce la voce e ricomincia il canto


Te voglio bene assaie
Ma tanto, tanto bene sai
E una catena ormai
Che scioglie il sangue dint' e vene sai


Vide le luci in mezzo al mare pensò alle notti là in America
Ma erano solo le lampare e la vianca scia di un elica
Senti il dolore nella musica e si alzò dal pianoforte
Ma quando vide uscire la luna da una nuvola
Gli sembro più dolce anche la morte
Guardò negli occhi la ragazza quegli occhi verdi come il mare
Poi all'improviso uscì una lacrima e lui credette di affogare


Te voglio bene assaie
Ma tanto, tanto bene sai
E una catena ormai
Che scioglie il sangue dint' e vene sai


Potenza della lirica dove ogni dramma é un falso
Che con un po'di trucco e con la mimica puoi diventare un altro
Ma due occhi che ti guardano cosi vicini e veri
Ti fan scordare le parole confondono i pensieri
Cosi diventa tutto piccolo anche le notti là in America
Ti volti e vedi la tua vita come la scia di un'elica
Ma si é la vita che finisce ma lui non ci pensò poi tanto
Anzi si sentiva gia felice e ricominciò suo canto


Te voglio bene assaie
Ma tanto, tanto bene assaie
E una catena ormai
Che scioglie il sangue dint' e vene sai

Caruso

Aqui onde o mar brilha e sopra forte o vento
Sobre um velho terraço em frente ao golfo de Sorrento
Um homem abraça uma garota depois de haver chorado
Depois limpa a sua voz e começa a cantar


Te quero muito bem
Mas tanto tanto bem, sabes?
É uma cadeia já
Que já dissolve o sangue Dentro das veias


Viu as luzes no meio do mar pensou nas noites lá na américa
Mas eram só as lâmpadas e a branca faixa de uma hélice
Sente a dor da música ao levantar-se do piano

Mas quando viu a lua sair de uma nuvem
Lhe pareceu mais doce até a morte
Olhou nos olhos da garota aqueles olhos verdes como o mar
Depois, de improviso saiu uma lágrima e ele se sente sufocar


Te quero muito bem
Mas tanto tanto bem, sabes?
É uma cadeia já
Que já dissolve o sangue Dentro das veias


Poder do teatro, onde cada drama é uma mentira
Que com um pouco de maquiagem e com a mímica pode tornar-se um outro
Mas dois olhos que te olham de perto e tão reais
Te fazem esquecer as palavras confundem os pensamentos
Assim se torna tudo pequeno até as noites lá na América
Volta e vê a tua vida como o rastro de um hélice
Mas se é a vida que termina, e ele nem pensa tanto
Pelo contrário se sentia até feliz e recomeçou o seu canto


Te quero tanto bem ...
Mas tanto tanto bem, sabes?
É uma cadeia já
Que já dissolve o sangue Dentro das veias


Imagem by web








domingo, 5 de fevereiro de 2012

RITA "Lampeona" LEE



O DIA EM QUE LAMPIÃO SE APODEROU DE RITA LEE



pelo cordelista e xilogravurista J.BORGES*
(Bezerros - PE)

Veje homi seu menino
Sente que vou lhe contar
Do dia que baixou Virgulino
Em um palco feito altar
Na Rita que não é a santa
Mas moça boa no falar


Antes contudo todavia
Um bocado acabrunhado
Peço a bença dos poetas
Que nessa arte têm mestrado
Não riam aqui deste mané
Um patavina do Assaré


Pois aquele um, o Virgulino
É o próprio Lampião
Falecido no Sergipe
Sítio deste dramalhão
E Rita é a Lee a negra ovelha
Nossa mais digna pentelha


Foi na Barra dos Coqueiros
Sua cantoria derradeira
Armou-se grande festa
Pro adeus de uma roqueira
Agora não venham os dotô
Com essa chata choradeira


Vocês conhecem essa cara
Essa fala, esse cheiro
Portanto se desespantem
Com os modos de carroceiro
Ela ficou só pouco mais fula
Com o espírito do cangaceiro




Quando a dita assombração
Empreendeu sua manobra
Ocupando aquele corpo
De cabelo cor de abobra
Ela sentindo a ditadura
De cabrita virou cobra


Era noite alta e fresca
Quando surgiu a soldadesca
Bulindo o povo, acintosa
Atrás da tal erva venenosa
Lá de cima Rita viu
Parou o show, o céu caiu


E quando súbito se viu
A lua desaparecer
Na praça antes pacata
Foi um tal de se benzer
“Vixe cr’em Deus pai
O regabofe vai feder”


Possuída pelo fantasma
Do bandoleiro nordestino
Rita fez da voz o bacamarte
E da bala o seu hino
Chamou major de cachorro
O tenente de equino


A roqueira do cangaço
Disse tudo sem volteio
Oiô de frente a guarda
Exibiu dedo do meio
C’atitude obscena
Só cresceu o rebosteio


Nem o beiço quis molhar
Com água, suco ou fruta
Se dirigiu aos capacetes
“Seus filhos duma puta
Venham me pegar
Sou avó mas tô enxuta”


A razão e o motivo
De tamanho aporrinho
A Lampiona deixou claro:
A força bruta, o desalinho
No lombo da meninada
Causa dum baseadinho


Indo pra lá mais adiante
Não precisa de adivinho
Pra notar naquele grito
Também disparo de espinho
Contra os cabra que arrocha
Aluno, nóia e Pinheirinho


Por isso e mais um tanto
Que a mutante encrenqueira
Em seu verbo assoberbado
Pôs nos dente a peixeira
Dando devido sacolejo
Na triste vida brasileira


Quem ficou aperreado
Foi Déda governador
Disse e não é chiste
Que Rita está em seu playlist
Mas xingar homem da lei
É demais pra quem assiste


Não por outra o mandatário
Pensou ir ao tribunal
Cortar a paga do cachê
Mas evitou posar de mau
Se Rita lamentasse o auê
“Causdequê?! Do fumacê?!”


Entremente o rebuliço
Muito apoio lhe foi dito
O filho Beto veio aqui
E confessou estar aflito
O titã Sérgio Britto:
“Fuck the police, viva Rita Lee!”


Ainda chefe de Corisco
64 anos e avó
Gulosa, escandalosa
Foi levada ao xilindró
E nas venta do delegado
Passou novo forrobodó


Causo tão misterioso
Os pelo sobe de alembrar
Mas juro ao senhor
Pela emoção não me guiar
Tava assim de cabra da peste
Que pode tudo confirmar


Do seio da luz brilhante
Veio o divino chanceler
Em pessoa o Padim Ciço
Com sua mágica colher
Futucou-lhe as entranhas
Rancou o capeta da mulher


A cantante estrebuchava
Se arrastando pelo chão
Pro marido ela explicava:
“Foi o calor da emoção”
E Roberto amparava:
“Cospe, Rita, cospe fora o dragão”


Exorcizado o coisa ruim
Ordenou o padroeiro
“Rita, mia fia
Não atuo de bombeiro
Pois volte já pra rede
Escandalize os tuiteiro”


Ela beijou a mão do santo
Agradecida e juvenil
Pensou que bem podia
Ser presidenta do Brasil
Pra dar Panis Et Circenses
A essa gente tão gentil


Má ideia não seria
Pois artista não sobrou
Chico só quer bola
E Caetano caducou
Então vote em Rita Lee
Prum país mais rock and roll!


Vou parando por aqui
De sua paciência abusei
Minha lira se gastou
Das fantasias que cantei
Mas garanto meu amigo
Se aumentei não inventei.


*******


* Gravura: do gênio cordelista e xilogravurista pernambucano (Bezerros)
José Francisco Borges (76), ou simplesmente,




Curiosidade: os versos de J. BORGES retratam o episódio ocorrido no domingo, dia 29.01.2012, em SERGIPE, com a roqueira nacional RITA LEE que, em seu show de despedida dos palcos, na praia Atalaia Nova, no município de Barra dos Coqueiros, perto da capital Aracaju, foi presa sob acusação de desacato a autoridade e apologia às drogas (maconha). 


Imagem de Rit Lee by web
Versos recolhidos da reportagem de Christian Carvalho Cruz in Estadão 
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