“QUANDO AS SOMBRAS AMEAÇAM O CAMINHO, A LUZ É MAIS PRECIOSA E MAIS PURA."

(Espírito Emmanuel, in "Paulo e Estêvão", romance por ele ditado a Chico Xavier)

Meus Amigos e blogAmigos!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

DOM & RAVEL: O CANTO DE UM TEMPO



O CANTO BRASILEIRO FICOU MAIS POBRE HOJE


Baixado o corpo de RAVEL (Eduardo Gomes de Faria) hoje em São Paulo, no cemitério do Araçá, silencia-se eterna uma dupla talentosa e muito criativa que por demais alegrou a juventude brasileira dos anos 70, os inesquecíveis cearenses de Itaiçaba, DOM (Eustáquio Gomes de Faria) & RAVEL. DOM é morto desde dezembro de 2000.

Os temas sociais das letras simples e diretas das músicas de DOM & RAVEL, em pleno período de ditadura militar no país, foram injustamente atreladas ao militarismo pela oposição da época, aliás, a mesma que hoje em dia se encontra na oposição e no poder, e que, pelos fatos desditosos, mensalônicos, caseirístiscos e cuecosos de alguns de seus membros, todos tornados públicos, não são exemplos a seguir para ninguém...

O que me conforta: pode morrer o homem, que é frágil,
mas não sua arte, porque eterna!

- No vídeo a música ANIMAIS IRRACIONAIS -



Ficaram-me a saudade daquele teclado de notas prolongadas,
da pedaleira sincopada da bateria casada com o baixo,
daquelas afinadas roucas vozes,
da realidade crua das letras...

“...Eu passo por muitas igrejas pedindo respostas de Deus,

pra Ele calado no espaço ouvir os lamentos meus. ...” (D & R)


sexta-feira, 10 de junho de 2011

O "JOÃO GILBERTO" DE PARANAVAÍ


Hoje JOÃO GILBERTO (Prado Pereira de Oliveira) completa 80 anos. Um Gênio baiano da só nossa Bossa Nova.

É data de grande alegria, pra ele e também pra nós que tanto amamos e nos dedicamos ao estudo da música – desde os 12 anos de idade –, então influenciados que fomos pela Beatlemania e a Jovem Guarda.

O jeito de JOÃO ferir sincopadamente as cordas do violão, é estilo unicamente seu, e fez escola mundo afora. Indiscutível!


Dentre os apaixonados seguidores de seu estilo de tocar bossa nova na sua forma mais pura, mas dos poucos a conseguirem tirar o mesmo toque e efeito, está um grande amigo, que em JOÃO se inspirava, com absoluta maestria, empunhando um violão ou guitarra:

falo de

ODAIRZINHO



nessa forma diminutiva mas carinhosa que a gente sempre dá a quem gosta e admira de verdade.

Já disse isso certa vez no blog (que inexplicavelmente perdi), mas imprescindível é repetir: quando ainda iniciantes na arte, víamos ODAIRZINHO tocando seu violão em rodas de amigos ou em apresentações nos bailes - já com uma guitarra por força das bandas -, fazendo aqueles acordes que mais pareciam verdadeiras “aranhas” – depois descobriríamos que aquilo se chama “dissonante” –, tamanha era a abertura e a desenvoltura dos dedos de sua mão esquerda, e com um toque cheio de quebradas rítmicas engenhosamente colocadas, som puro, temos de agora fazer DUAS confissões:

1ª – ficávamos literalmente boquiabertos com o belo efeito sonoro conseguido por ODAIRZINHO ao seu violão;

2ª – foi a partir dele, ODAIRZINHO, que – sem que ainda pessoalmente à época soubéssemos aqui no interior acerca da genialidade de João Gilberto – passamos a estudar harmonia de violão com outra visão, a do profissional, mesmo que a vida nos encaminhasse para outros ofícios. Estudos que prosseguimos até hoje...

JOÃO GILBERTO hoje deve estar recebendo NESTA SUA DATA todas as justíssimas homenagens pela impressão de sua marca pessoal na música brasileira, na bossa nova.

Todavia, pedindo vênias ao Gênio aniversariante, particularmente quero nesta data homenagear nosso amigo e não menos genial, ODAIRZINHO, de Paranavaí (Paraná), nossa terra natal, apresentando aqui uma gravação que ele próprio fizera, ainda que de modo rudimentar, cantando em sua casa, em momento de grande paz interior, a partir de um original a nós cedido por sua filha e editado no Estúdio Genius, do grande amigo e radialista, Joaquim de Paula.

Detalhe: Odairzinho está há anos acamado, em estado vegetativo, sendo cuidado com todo carinho e amor por sua esposa e filha, em Rondon (PR), a quem pretendemos visitar em breve. Versos da canção WAVE justificam:


"...Os olhos já não podem ver
Coisas que só o coração
Pode entender...
"

Então ouça aqui

,

ODAIRZINHO cantando "WAVE",
canção de Tom Jobim, gravada em 1977 por João Gilberto, no LP "Amoroso".

Imagem 1: by web
Imagem 2: by arquivo pessoal jrb

quarta-feira, 8 de junho de 2011

...49 ANOS. JÁ?


O

TEMPO QU' NÃO BRINQUE COMIGO!


Pode vir com seu gélido vento,

Esturricar e sulcar o meu rosto,

Pra açoitar meu sentimento;

Nada me dá desgosto.


Esse meu corpo vale pouco,

E morrendo, sei, serei lá esquecido.

É a sina de todo louco,

Que um dia aqui tenha aparecido.


Hoje, em noite tão fria aqui no Sul,

Bateu-me certa recordação.

Tão boa, pintada em auriazul,

Esparzindo arenitos do meu torrão.


É que me lembrei de uma velha publicidade,

Que aos meus dez anos no rádio da copa ouvia.

Era lá naquela casa de madeira, lugar de só felicidade.

Propaganda só para tempo que esfria...


Começava assim o jingle de minha lembrança,

que nem o tempo nunca me rouba:



- Tóc tóc tóc tóc tóc tóc...

- ¿Quem bate?...

- É o frio!!!!!...





... e como eu adorava cantarolar isso...

terça-feira, 7 de junho de 2011

A PAZ DA "VELHA CHICA"



Antigamente a velha Chica
vendia cola e gengibre
e lá pela tarde ela lavava a roupa
do patrão importante;
e nós os miúdos lá da escola
perguntávamos à vóvó Chica
qual era a razão daquela pobreza,
daquele nosso sofrimento.


Xé menino, não fala política,
não fala política, não fala política.


Mas a velha Chica embrulhada nos pensamentos,
ela sabia, mas não dizia a razão daquele sofrimento.
Xé menino, não fala política,
não fala política, não fala política.


E o tempo passou e a velha Chica, só mais velha ficou.
Ela somente fez uma kubata com tecto de zinco, com tecto de zinco.
Xé menino, não fala política, não fala política.

Mas quem vê agora
o rosto daquela senhora, daquela senhora,
só vê as rugas do sofrimento, do sofrimento, do sofrimento!
Xé menino, não fala política,
não fala política, não fala política.


E ela agora só diz:

“- Xé menino, quando eu morrer, quero ver Angola viver em paz!

Xé menino, quando morrer, quero ver Angola e o Mundo em paz!”

domingo, 5 de junho de 2011

AOS QUE NOS TARDAM

mundos novos que queremos conhecer, há territórios que desejamos conquistar, há relacionamentos que ansiamos desenvolver. Tudo o que ainda não fizemos denuncia nosso estado atual de limitação e aprisionamento.

Nascer é entrar numa prisão corporal em busca de meios mais eficientes para expressar nosso potencial subjetivo.

Que razão haveria para uma alma se conformar com a limitação?

A limitação produz ciclos de tempo recorrentes que servem de oportunidade para superá-la e expandir-se na direção do que for pretendido.

Todo este processo se chama evolução e não há como detê-lo, mas sofre demoras impostas intencionalmente por grupos que a veem como um perigo aos seus interesses. Merecem compaixão, porém, por pretender deter o que é inevitável.

Evoluir é inevitavelmente remover todo obstáculo.





Fonte: EVOLUÇÃO, by Oscar Quiroga

sexta-feira, 3 de junho de 2011

DERIVANDO & DERIVADO

Enquanto s' desdobra,
parte da obra
dá obra d' sobra.



Imagem: by Gustavo Miranda/Agência O Globo/O Estadão

sábado, 28 de maio de 2011

O D' LÁ



“Os olhos te foram dados para engano
e o que sentes não cabe na tua mente.
O que não és, e o porque, fingem-te humano.
Tua vida é vivida por outro ente.

Este mundo que vês, não estás nele,
Nem coisa alguma nele há que te importe.
Pois teu sentido e ser, fim e começo,
é a vida que aguarda além da morte.”




Fonte: poema escrito por J.G.R. em 1963, citado no livro Relembramentos : João Guimarães Rosa, meu pai, by Vilma Guimarães Rosa, 3ª ed. rev. e ampl. – Rio de Janeiro : Edit. Nova Fronteira, 2008, p. 185.

Imagem: by web

terça-feira, 17 de maio de 2011

É bom deixar a saudade florescer, sempre.



“(...) Coração do outro é uma terra que ninguém pisa. Minha mãe repetia essa oração quando recebia a visita de muda melancolia. Meu coração estava pisado pelo amor, e só eu sabia. Era um caminhar manso como pata de gato traiçoeiro. Fugia do meu amor para todas as penumbras. Seis minutos eram suficientes para a saudade me transbordar. Fui, desde pequeno, contra matar a saudade. Saudade é sentimento que a gente cultiva com o regador para preservar o cheiro de terra encharcada. É bom deixá-la florescer, vê-la brotar como cachos de tomates, desde que permaneçam verdes e longe da faca afiada. Nada tem mais açúcar que um tomate verde. (...)”

Hoje está fazendo cinco anos que, depois de cinqüenta e três anos juntos, nos separamos. Tem horas que acho que isso é tempo demais. E logo me dou conta de que tudo parece ter sido ontem. Não. Não falo do tempo juntos, falo desses cinco anos agora.

Há dias venho pensando muito em você, nas coisas que nos falamos, no seu jeito simples mas especial de ser, no seu dom de fazer amizades... Coisas da saudade, eu sei. Ah, lembra-se de quando eu pensava em você com um pouco mais de percepção, e logo vinha a confirmação de que você também estava pensando em mim, me chamando pra perto de você? É. A gente ria disso, não? Era muito bom... e inesquecível!

Olha, como diz o autor aí do texto, coração da gente é terra que ninguém entra mesmo; toda vez que a saudade de você me envolve, pego o violão e, sozinho na sala, dedilho aquela canção instrumental que escrevi especial pra você com muito amor. E ninguém em casa percebe esse instante, exceto eu e meu coração. Melhor assim, acho. Ficamos só nós dois, né?

Domingo você não me saía da cabeça, e até imaginei que daí também pensava em mim, e talvez até tivesse alguma coisa pra me dizer. Isso ainda é coisa daquela força que sempre nos uniu, não? Então fiquei a tarde toda ouvindo as muitas canções de Vicente Celestino que eu sei você mais gostava: Patativa, Luar do sertão, Coração materno, Rasguei o teu retrato, O ébrio, Noite cheia de estrelas e tantas outras, que ouvi e reouvi por diversas vezes, sem me cansar.

Mas foi em Ouvindo-te, daquele elepê que você tinha, que a saudade arrochou mais. Consegui até ver você pelo quintal, na sua cozinha, de aventalzinho, cantando-a
lindamente, no mesmo soprano só seu, com aqueles seus hábeis floreados na voz, tal qual Gilda de Abreu, mulher de Vicente.


Pode parecer estranho, mas a tarde do domingo assim, ouvindo o que você ouvia e cantava, deixou-me leve, foi uma saudade gostosa, daquela de até te sentir aqui perto de mim.

...e eu tenho certeza de que VOCÊ ESTAVA PERTO DE MIM naquele instante, Mãe, porque a senti!


A sua bênção, Mãe, com muito mais saudade hoje.

De seu filho sempre caçula, Zuza.

Beijos eternos...


Fonte do excerto: livro Vermelho Amargo, do escritor mineiro Bartolomeu Campos de Queirós. São Paulo : Edit. Cosac Naify, 2011, p. 44.

terça-feira, 3 de maio de 2011

UMA MENININHA TRISTE

...nem só de rock pesado viveu a fabulosa Janis Lyn Joplin.

Aqui em inesquecível interpretação duma canção com letra cheia de pureza juvenil, de uma menininha triste que contava os pingos da chuva...

Little girl blue é de 1935, composta por Richard Rodgers (música) e Lorenz Hart (letra).




Abaixo, a outra Janis, toda à flor da pele, em BALL & CHAIN, com sua superbanda Big Brother and the Holding Company, da qual era apenas a vocalista, num blue puríssimo.



...por essa e por outras é que aqueles Anos 60 são tão inesquecíveis (ao menos pra mim).

quarta-feira, 27 de abril de 2011

HÁ DIAS EM QUE TUDO SE ADIA




Há dias assim,



longos, largos, (turbu)lentos...




...mas que passam


também,



tão bem...

terça-feira, 19 de abril de 2011

COMO ERA BOM SER TERRÍVEL... E A GENTE SABIA.



...antes tarde (da noite) que nunca. Rei é rei!
Parabéns a ele pela nov'idade hoje.



terça-feira, 12 de abril de 2011

NOSSO LAR & NOÇÕES DE LAR

Compartilhando uma leitura pessoal:


“...o lar é como se fora um ângulo reto nas linhas do plano da evolução divina. A reta vertical é o sentimento feminino, envolvido nas inspirações criadoras da vida. A reta horizontal é o sentimento masculino, em marcha de realizações no campo do progresso comum.

(...)

Na maioria [dos lares], os casais terrestres passam as horas sagradas do dia vivendo a indiferença ou o egoísmo feroz. Quando o marido permanece calmo, a mulher parece desesperada; quando a esposa se cala, humilde, o companheiro tiraniza. Nem a consorte se decide a animar o esposo, na linha horizontal de seus trabalhos temporais, nem o marido se resolve a segui-la no vôo divino de ternura e sentimento, rumo aos planos superiores da Criação.

(...)

É claro que, em tais circunstâncias, o ângulo divino não está devidamente traçado. Duas linhas divergentes tentam, em vão, formar o vértice sublime, a fim de construírem um degrau na escada grandiosa da vida eterna.

(...)

Por mais que se unam os corpos, vivem as mentes separadas, operando em rumos opostos.

(...)

“...na fase atual evolutiva do planeta, existem na esfera carnal raríssimas uniões de almas gêmeas, reduzidos matrimônios de almas irmãs ou afins, e esmagadora porcentagem de ligações de resgate. O maior número de casais humanos é constituído de verdadeiros forçados, sob algemas.

(...)

Dentro de casa, a inspiração [a mulher]; fora dela, a atividade [o marido]. Uma não viverá sem a outra. Como sustentar-se o rio sem a fonte, e como espalhar-se a água da fonte sem o leito do rio? ...”


Fonte dos excertos: cap. 20 - Noções de lar, pp. 91/92, do livro “Nosso Lar”, ditado para Chico Xavier pelo Espírito André Luiz (médico sanitarista). Nosso Lar é um clássico da literatura espírita brasileira, lançado em 1944.

Curiosidade: a novelista IVANI RIBEIRO serviu-se do “Nosso Lar” entre suas bases para escrever a novela A VIAGEM, produzida originalmente em 1975 pela Rede Tupi, exibida em 141 capítulos, entre 1º.10.1975 a 27.03.1976. O outro livro espírita que inspirou Ivani na mesma novela foi “E a vida continua...”.

O filme: desde setembro/2010 está nos cinemas o filme de “Nosso lar” (no vídeo abaixo os primeiros cinco minutos do filme), gravado em julho, agosto e setembro/2009. Dentre outros artistas do elenco estão Othon Bastos (Anacleto, Governador de Nosso Lar), Paulo Goulart (Ministro Genésio) e Ana Rosa (Laura, mãe de Lísias), Fernando Alves Pinto (Lísias), com Renato Prieto (como o Espírito André Luiz adulto), Gabriel Scheer (André Luiz aos 10 anos), e Gabriel Azevedo (André Luiz aos 20 anos).




sábado, 26 de março de 2011

NADA É SEM TEMPO NEM QUÊ NEM PRA QUÊ



Quando você estiver conversando com algum amigo ou ouvindo-o detidamente, e de repente uma situação qualquer o levar a podar o diálogo, não se deslembre de, restabelecida a oportunidade – e ela sempre vem –, ter refinada iniciativa de retomar do ponto em que vinha. O tempo pode lhe parecer muito valoroso, a materialidade fascinante, mas seu império pessoal sobre ambos é tão duradouro quanto o vigor da chama dum fósforo.

Digo isto porque, apesar de certas circunstâncias serem sábia e tempestivamente sustáveis para amadurecimento, e da provável balda de deseducado que se pode sofrer em eventual falta de apreço pelo que lhe dizia o tal amigo, entretanto realidade mais intensa carece ser notada: a Vida neste Plano é a ponteiros, se sabe, no entanto seu relógio vai por corda em fio frágil ou bateria limitada, movidos que são os três pela geral transitoriedade; a ocasião cortada de inopino pode escapar-lhe certa e definitivamente assim como definitivo e certo é que a madrugada se renda a todo amanhecer.

Não creia sejamos essências com movimento contínuo, espécies de perpetuum mobile, que isso ainda é apenas vã teoria científica da fecunda, mas pouco resistente da mente humana, nem aguarde pela reencarnação, que é certa, particularmente creio, como igualmente tenho fé de que com ela não se lhe darão privilégios senão novos compromissos a resgatar com vistas à renovação e aprimoramento; o Creador sabe o cerne de sua criatura. Nada é sem quê nem pra quê!

Então, devolvida a chance do diálogo aparteado, retome-o, que a nova ocasião não se dá nem se dará sem desígnio. Todavia o faça antes que leia ou seja lido num obituário, que aí outra será a Dimensão e o tema central poderá ser o tal amigo ou você, quiçá queixando-se – também creio – ao Divino, e Ele sorrindo-lhes lindamente, como o professor paciente que vê seu pupilo embaraçado ao segurar o lápis pela primeira vez!

Imagens: by arquivo pessoal de jrb

terça-feira, 15 de março de 2011

TUDO A SEU TEMPO




Turn, Turn, TurnVire, vire, vire
To every thing (turn, turn, turn)
There is a season, turn, turn, turn,
And a time to every purpose under heaven
Para cada coisa (por sua vez, por sua vez, por sua vez)
há uma temporada, por sua vez, por sua vez, por sua vez
e um tempo para todo propósito debaixo do céu

A time to be born, a time to die
A time to plant, a time to reap
A time to kill, a time to heal
A time to laugh, a time to weep

Um tempo para nascer, de uma hora para morrer
um tempo para plantar, um tempo para tirar
um tempo para matar, um tempo para curar
um tempo para rir, um tempo para chorar

To everything (turn, turn, turn)
There is a season (turn, turn, turn)
And a time to every purpose under heaven
Para tudo (vire, vire, vire)
há uma temporada (por sua vez, por sua vez, por sua vez)
e um tempo para todo propósito debaixo do céu
A time to build up, a time to break down
A time to dance, a time to mourn
A time to cast away stones
A time to gather stones together
Um tempo para construir, um tempo para quebrar
um tempo para dançar, um tempo para lamentar
um tempo para jogar fora pedras
um tempo reunir pedras

To everything (turn, turn, turn)
There is a season (turn, turn, turn)
And a time to every purpose under heaven

Para tudo (vire, vire, vire)
há uma temporada (por sua vez, por sua vez, por sua vez)
e um tempo para todo propósito debaixo do céu
A time of love, a time of hate
A time of war, a time of peace
A time you may embrace
A time to refrain from embracing

Um tempo de amor, um tempo de odiar
um tempo de guerra, um tempo de paz
uma hora você pode abraçar
um tempo para abster-se abraçando

To everything (turn, turn, turn)
There is a season (turn, turn, turn)
And a time to every purpose under heaven

Para tudo (vire, vire, vire)
há uma temporada (por sua vez, por sua vez, por sua vez)
e um tempo para todo propósito debaixo do céu
A time to gain, a time to lose
A time to rend, a time to sew
A time to love, a time to hate
A time for peace, I swear it's not too late

Um tempo para ganhar, perder
um tempo de rasgar, um tempo de costurar
um tempo de amar, um tempo de odiar
um tempo para a paz, eu juro que não é demasiado tarde.


quarta-feira, 9 de março de 2011

TORNANDO AOS MEUS VERDES CAMPOS

Se um filme já marca muito a gente...



... a música d' O ÁLAMO então gravou-me eterno a alma:




Meados dos anos 60, nascia o sol sobre os verdes campos de minha juvenilidade...

quinta-feira, 3 de março de 2011

ARACY GUIMARÃES ROSA, uma alma Iluminada


Deixou este Plano hoje, em São Paulo, aos 102 anos de idade, ARACY MOEBIUS DE CARVALHO GUIMARÃES ROSA, segunda mulher de João Guimarães Rosa, com quem o Escritor-Mor vivera de 1938 até seu desencarne a 19 de novembro de 1967. Seu corpo foi cremado também hoje, no Crematório Horto da Paz (Itapecerica da Serra - SP).

Ara - como João carinhosamente a chamava - era paranaense de Rio Negro, nascida a 20 de abril de 1908, e falava português, inglês, francês e alemão.

Em 08 de julho de 1982 Aracy foi homenageada com seu nome gravado no Museu do Holocausto (Yad Vashem) (“Jardim dos Justos entre as Nações”), em Israel, por ter ajudado durante a Segunda Guerra muitos judeus a entrarem ilegalmente no Brasil do Governo Vargas, na vigência da “Circular Secreta 1.127”, de 1938, que lhes proibia aqui a entrada. Semelhante homenagem Aracy receberia também no Museu do Holocausto de Washington (EUA).

Dentre as famílias que ajudou a escapar do holocausto alemão está a de Maria Margareth Bertel Levy, com quem, voltando ao Brasil, Aracy fizera uma amizade muito forte
que eu particularmente entendo como claramente espiritual: contam os familiares que bastava uma delas ficar doente que a outra logo adoecia.

Em 2003, morando em endereços diferentes, cada uma caiu em sua casa.

No dia 21 de fevereiro deste ano a amiga Maria Margareth desencarnou. Três dias depois, Aracy - que há anos padecia do Mal de Alzheimer, e por isso não sabia do fato ocorrido com a amiga – teve agravado seu estado de saúde e foi internada, vindo a desencarnar também. Pergunto: - alguma dúvida acerca da espiritualidade de que falei antes?

Entrevista emocionante com a Aracy francamente espiritualizada pode ser lida
aqui, no Jornal da Tarde, de 1968, um ano após a Partida de João Guimarães Rosa.

Aracy teve uma grande glória: foi imortalizada na literatura brasileira por Guimarães Rosa ao DAR-LHE o livro "Grande Sertão: Veredas" (1956):

"A Aracy, minha mulher, Ara
pertence este livro".

Por isso todos os direitos autorais de “Grande Sertão: Veredas” lhe pertenciam, fato reconhecido pelo Judiciário em litígio que lhe travaram as filhas do primeiro casamento do Autor-Mor, Vilma Guimarães Rosa e Agnes Guimarães Rosa do Amaral.

A História haverá de fazer JUSTIÇA à pessoa humana da iluminada alma paranaense que foi ARACY MOEBIUS DE CARVALHO GUIMARÃES ROSA, uma mulher cosmopolita!


magens: by WEB e ESTADÃO.COM.BR/Cultura

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

NÃO ME LEIAM HOJE


Desde a semana passada que tenho estado muito ocupado. Coisas do ofício. Anteontem as coloquei em ordem ‘travês.

Sempre depois de uma dessas preciso d’um tempo pra me descomprimir... (coisa de canceriano mesmo.) Os dias de ontem e hoje usei pra isso. Amanhã cuido do hoje dele.

Hoje eu até ia postar algo novo aqui, por absoluta reverência a vocês meus amigos blogleitores, conhecidos ou não.

Mas aí, numa dessas viradas que a vida dá a todo instante, vi que há SEMPRE alguém que mereça mais a atenção de vocês do que eu.

Por isso quero fazer-lhes apenas um pedido fraterno:

- visitem o blog “AS TRÊS PARTES DE MIM”, leiam-no com carinho, e lá deixem seus comentários. Há instantes da vida em que as palavras da gente tomam a força descomunal de um touro bravio, e essa força canalizada serve pra socorrer quem dela mais precisa no momento.

Seu nome é ALINE COPCESKI, a quem ainda não conheço pessoalmente, mas que mora em Paranavaí, meu torrão natal...

"Console o triste. Você não pode relacionar as surpresas da própria sorte." (Espírito André Luiz)
Obrigado. ZR
Atualizando (sábado, 26/02, às 12h27m): REVOLTANTE o que acabo de ler AQUI.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

CONFESSO

- ...entendo nada de futebol, nunca entendi. Quis o Creador que eu tivesse outros dons, os quais vivo burilando.

Mas em matéria de alegria você foi Mestre na arte com seus 15 gols na Seleção Brasileira, Ronaldinho.

Agradeço-lhe por tudo isso em meu nome, no de meus saudosos pais Elvira (Dona Viróca), Antonio (Sontonho), e de meu Tio Alcides que, enquanto estiveram conosco, vibraram muito com suas jogadas geniais, Fenômeno!

Durante aqueles seus jogos nossas salas ouviram muitos gritos liberados em aflições por gols, algumas lágrimas quando não vieram, mas a sua cota de alegria pra nós foi muito maior.

O Fenômeno que mora em você agora é História, e este ninguém apaga mais!!!


Obrigado, Ronaldinho!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

DA CABEÇA DUM POETA-PINTOR JUIZ-FORANO


Vendo aquele meu post do "Violão para viagem", o sempr'inspiradíssimo poeta-pintor EVALDO (Juiz de Fora - MG) deixou um mineiríssimo comentário-diálogo, digno de um post. Ei-lo, aqui com título dado por mim:


Dois mineiros desquebrando o violão pra viajantes


- Pois é...
- Vocês viram o que fizeram ao violão?
- O que foi?
- Transformaram-no em cyborg, vem ver!
- Não é que é mesmo?
- Ah, não! Essa não!
- Tão bonito o violão... E agora, olha aí!
- Calma! “Peraí”!
- Não é você quem vai tocar...
- E quem vai?
- Os mochileiros, uai! Viajantes...
- Pensa neles...
- Aqui, meu filho: essa pra mim não cola, não!
- Violão pra mim tem que ser inteiro.
- Onde se viu isso, sô?
- Quero ver as meninas chegarem perto de violeiro desdobrando violão...
- Quer saber de uma coisa?
- Depois que a gente deitar os dedos nas cordas dele eu quero ver quem não vai se alegrar...


Meu comentário: - Evaldo, muit'obrigado pelo carinho de sua elevada extensão poética ao meu post. Abração do blogamigo ZR Balestra.

imagem by web

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

INOCENTADO NO TRIBUNAL



Num 7 de fevereiro igual a hoje, mas de 1857, o escritor francês GUSTAV FLAUBERT, prosador a mancheia, era inocentado pela Sexta Corte Correcional do Tribunal do Sena (Paris) pela acusação de imoralidade que a censura francesa da época lhe impingira por conta de seu romance MADAME BOVARY.

Impresso em outubro de 1856, depois de cinco anos de intensa dedicação na sua escrita, publicado em 1857, em “Madame Bovary”, obra mais famosa de Flaubert e da literatura francesa, conta ele a estória da anti-heróica personagem EMMA BOVARY, uma mulher francesa inteligente, bonita e insaciável que se casa com um indiferente médico duma cidadezinha interiorana da França.

Porém, a monotonia da vida de Emma a empurra para vários relacionamentos não correspondidos. Desiludida, Emma encontra no suicídio a fuga para seus problemas.

Romance de vanguarda do Realismo, a crítica social de F
laubert em Madame Bovary à burguesia da época é incisiva. Ele expõe ao mundo a falsidade de sua ostentação moral, seus reprováveis costumes, notadamente os das intimidades sexuais, e por isso Madame Bovary fora reputado como obra subversiva, com direito a um processo, do qual por fim fora inocentado Flaubert.

No tribunal, perguntado enfim quem seria seu modelo Madame Bovary, tal a veracidade da personagem, Flaubert respondeu calmamente:

– Madame Bovary je suis...
(– Madame Bovary sou eu...)

Imagens: by web

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

ERA SÓ O QUE ME FALTAVA


... e eu que pensava conhecer tantos tipos de violão, eis que descubro agora...

UM VIOLÃO PARA VIAGEM!


Este aí é um "Voyage Air Guitar VAMD-02 Transito Series - Torajittoshirizu VAMD"



Portanto agora, parodiando Sócrates, só posso dizer que quanto mais conheço as coisas, mais sei que nada sei, mas insisto nessa minha eterna teimosia.


Imagem by web

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

SEMPRE É TEMPO DE CHICO XAVIER

UMA PEQUENA CONFISSÃO PESSOAL HOJE:

Ainda não assisti ao filme CHICO XAVIER, mas é com grande alegria pessoal que estou acompanhando a minissérie sobre esse homem Iluminado que esteve entre nós, e que tanto admirei sua obra.

O primeiro capítulo emocionou-me demais... As coisas da imortalidade da alma, do espírito, sempre fazem isso comigo; dizem-me muito.

Lembrei-me dum fato: de que em 1987 estive em Matozinhos (MG), cidade pequena, perto de Pedro Leopoldo (MG), terra natal de Chico (à época eu nem sabia disso.).

Na volta o caminhão carregado com cimento em que eu estava fora atingido em sua frente por uma “Brasília” verde, meia-vida. Numa curva seu motorista se perdera, derrapando na pista molhada pela chuva fina que caía naquele dia, vindo bater de lado no nosso pára-choque dianteiro, bem embaixo dos meus pés.

Quando vi aquele carro vindo atravessado e escorregando de lá, foi só o tempo d'eu avisar ao motorista que lá vinha a Brasília derrapando, e ele, aproveitando a lentidão do caminhão carregado com cimento, imediatamente parou e esperou a “chegada” da Brasília. Um baita estrondo...

Na hora vi se avermelhar tudo lá dentro na Brasília...

Rapidamente desci e fui socorrer a família. Foi quando vi que o vidro traseiro da Brasília se espatifara, e justo por ali estava tudo vermelho, escorrendo. Pensei logo no pior...

Quando todos da família (duas crianças e seus pais) começaram a sair da Brasília, e as crianças com as roupas manchadas de vermelho escorrendo pelas pernas, mas não vi nem ouvi nenhum choro ou grito de dor, fiquei perplexo!

– ¿Machucou? ¿Machucou?
- perguntei ao homem, e em seguida à menininha, que foi a primeira que vi descer pela direita da Brasília.
Não moço, Graças a Deus! – respondeu-me o pai.
¿Como não? Olhe suas crianças todas ensangüentadas nas pernas!?...

O homem então me desmontou:
- Não é sangue não... É vinho. Fui fazer compras, e a gente vinha trazendo “dois garrafão” aí atrás, e na batida de ré foi o que “quebrou” primeiro...

Eu e o motorista – que logo perdoou o pobre dono da Brasília pelos danos ocorridos no caminhão – tivemos de voltar (puxados) a Matozinhos pra arrumar o radiador, que fora atingido na pancada, ficando imprestável.

Foram dois dias lá parados, dormindo na cabine, no pátio da oficina...

Se eu soubesse à época que em Pedro Leopoldo estava parte da história de vida do Iluminado Chico Xavier - conhecendo-me como me conheço -, não resistiria e teria ido pra lá naqueles dois dias, enriquecer meus conhecimentos sobre o Espiritismo.

...não tive o privilégio de conhecer Chico Xavier pessoalmente, um grande desejo meu que o tempo acho que levou. ...¿ou não?


Imagens: by web

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Do "Tipo assim... folhetim"

"(...) As ditaduras são inimigas da arte. A arte, por definição, é libertária, subversiva.

O artista, músico, ator, pintor, escultor, escritor, poeta e seus seguidores vivem no Parnaso, onde não há fronteiras e flanam acima das mazelas pequenas dos que querem ser donos do mundo. Donos das gentes.

Houve um general de Hitler, acho que foi Hermann Goering, que disse que quando ouvia a palavra cultura, instintivamente levava a mão ao revólver. Si non è vero è bene trovato. (...)"


ANDRÉ COSTA NUNES
romancista paraense

(blog Tipo assim... folhetim, de Belém do Pará)




Fotografia: by
Terra do Meio - Restaurante Rural,
de propriedade do escritor André (Avelino da) Costa Nunes


segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

OS FILHOS TAMBÉM CRESCEM


À filhota Michelle Roberta, mãe de Gigi,

que hoje fica mais velha .



PARABÉNS PELA NOV'IDADE !!!



...com o sorrisão sempr'aberto de Giovanna

...como o tempo passa...



Beijos mil do papai Beto.



Fotografias by arquivo pessoal de josé roberto balestra/2011

domingo, 16 de janeiro de 2011

AS 2010 CINZAS QU' DEIXEI NUM MAR'AZUL

Levei as 2010 cinzas d' meu sengraçant' ano
pr'um dormir'eterno no sant'azul das águas francisquenses do mar.


Diante de tant'azul fiquei senza parole...

...del'ouvi as silentes prédicas qu' recolhi
pr'esse meu 2011.

Ecos qu' guardei. Ah, sim, guardarei...


Fotos de Praia Grande/S. Fco. do Sul/SC, by arquivo pessoal de josé roberto balestra/2011

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

TRAGÉDIAUTOFÁGICA

AUTOFÁGICO
  (miniconto em três capítulos)   


Autor: Zé Roberto Balestra






Capítulo I:
Era de câncer.

Capítulo II
Comeu caranguejo.

Capítulo III - Final
Morreu.


Imagem by www.antares.com.br

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

...ANDA MEIO ESQUECIDO...



HOJE É DIA DE SANTO REIS!
(ou Dia de Reis)

É a tradição: assim entoam os Puxadores de Canto na despedida da Folia de Reis:


"Era meia-noite em ponto

Bateu asa e cantou o galo

Bateu asa e cantou o galo..."


"Que Jesus dê vida e saúde

Só voltamos para o ano

Só voltamos para o ano..."






(Composição: Márcio Leonardo)

Hoje é dia de Santos Reis
Anda meio esquecido
Mas é o dia da festa
De Santo Reis

Hoje é o dia de Santo Reis
Anda meio esquisito
Mas é o dia da festa
De Santo Reis...

Eles chegam tocando
Sanfona e violão
Os pandeiros de fita
Carregam sempre na mão

Eles vão levando
Levando o que pode
Se deixar com eles
Eles levam até os bodes...

É os bodes da gente
É os bodes, mééé
É os bodes da gente
É os bodes, mééé...
Hoje é o dia de Santo Reis
Hoje é o dia de Santo Reis
Hoje é o dia, hié! hié!
De Santo Reis

Hoje é o dia de Santo Reis
É o dia da festa, hié! hié!...

Imagem: by Sandro Carrizo

sábado, 25 de dezembro de 2010

EI!!!

É NATAL!!
VIVA!




- O vovô Beto manda um FELIZ NATAL a todos vocês que são seus AMIGOS DE VERDADE!

Gigi

Imagem: by arquivo pessoal de josé roberto balestra