“QUANDO AS SOMBRAS AMEAÇAM O CAMINHO, A LUZ É MAIS PRECIOSA E MAIS PURA."
(Espírito Emmanuel, in "Paulo e Estêvão", romance por ele ditado a Chico Xavier)
Meus Amigos e blogAmigos!
domingo, 17 de outubro de 2010
HÉLIO BICUDO DECLARA VOTO EM SERRA!
sábado, 16 de outubro de 2010
CASA CIVIL?... Valei-me meu São Serapião, protetor dos órfãos!

Fonte e imagem: by VEJA
terça-feira, 12 de outubro de 2010
VIVA! HOJE É DIA DAS CRIANÇAS... DE TODAS!!
TEMA DA VIDA
Se os corações e as mentes se unirem
Num grande anel com a força da paz
A luz do amor que aquece as estrelas
Irá nos iluminar
A vida é tão breve e há tanto por fazer
Por que então matar e morrer?
Crianças da África
Crianças da América
Crianças da Ásia, Europa e Brasil
Crianças da Terra herdarão a Paz!
Herdarão a Paz!
Imagens: by arquivo pessoal josé roberto balestra
sábado, 9 de outubro de 2010
JOHN LENNON, O PENSADOR.

"Amo a liberdade, por isso deixo as coisas que amo livres.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
¿COMO CONSERTAR UM CORAÇÃO PARTIDO?
A doçura na voz,
Como Você Pode Consertar Um Coração Partido?
Eu lembro dos dias mais jovens quando vivo minha vida.
Era tudo que um homem poderia desejar fazer.
Eu não conseguia ver o amanhã, e nunca me contaram sobre o sofrimento.
And how can you mend a broken heart?
E como você pode consertar um coração partido?
How can you stop the sun from shining?
What makes the world go round?
How can you mend this broken man?
Como você pode consertar este homem partido?
Como pode um perdedor algum dia vencer?
Por favor, ajude-me a consertar meu coração partido e deixe-me viver novamente.
I can still feel the breeze that rustles through the trees.
Eu ainda posso sentir a brisa sussurrando através das árvores.
E as lembranças nebulosas dos dias que se foram.
Nós nunca conseguíamos ver o amanhã, ninguém disse uma palavra sobre o sofrimento.
And how can you mend a broken heart?
How can you stop the rain from falling down?
Como você pode impedir a chuva de cair?
Como você pode impedir o sol de brilhar?
How can you mend this broken man?
Como você pode consertar este homem partido?
Por favor, ajude-me a consertar meu coração partido e deixe-me viver novamente.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
...¿O QUÊ DIZER?

terça-feira, 28 de setembro de 2010
AS TATUAGENS DE FERNANDO CAMPEÃO!
uperação depois que, por conta de um acidente de veículo em 04 de julho de 2009, ficou paraplégico.sábado, 11 de setembro de 2010
O RISCO DA INDIGÊNCIA LINGUÍSTICA
Quem me lê aqui no blog certamente já percebeu: tenho manifesto gosto pelos mistérios da língua portuguesa, apesar de não possuir formação acadêmica em Letras, mas em Direito.
Já o disse antes: devo o prazer pelas letras à minha venturosa "Academia-base", o saudoso Externato Nísia Floresta, das lições vindas das “Imortais” Mestras, Dª Alba Dantas Montenegro e a poeta Roza de Oliveira, as quais, por uma dessas coisas do destino, são filhas de chãos cariocas, onde estão assentadas as colunas do ateneu-mor pátrio: a ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS.
Pensar, pesquisar, ponderar, e depois registrar isso em textos tem sentido especial para mim. Talvez seja uma espécie de luta perpétua contra a morte... Afinal, todo escritor é um pouco rebelde ao prazo concedido pelo Creador. Como se isso adiantasse. Mas não custa insistir...
Pois bem. Autodidata em Letras, para minhas pesquisas sirvo-me de dicionários de sinônimos e antônimos, lingüísticos, nacionais ou estrangeiros, obras técnicas, críticas literárias e de literatura, estas na maioria de autores nacionais; imprescindível cantar as coisas nossas, tão invejadas lá fora por suas singularidades, embora a isso poucos daqui se atenham ou estimem, e uns até as menoscabem.

Até 2008, por absoluto prazer na lida com o papel físico, houvera eu “destruído” alguns Aurélios (a foto aí ao lado é de um deles), tantos os manuseios dezenamente diários, e as prazerosas respostas. Mas a inclemência do tempo fez-me ceder (em parte!): instalei um Aurelião virtual em meu computador.
Fugindo da pecha de ser “homem de um dicionário só”, como se diria, comprei um “Dicionário Houaiss da língua portuguesa”, recomendado pela ABL, instalando o cedê que o acompanha, sem fugir à leitura integral do seu prefácio ou do histórico do sonho de seu saudoso idealizador, o filólogo Antônio Houaiss, admirável!
Desde então passei a fazer minhas consultas duplicadamente; no Aurelião e no Houaiss. Mas dia desses, para meu maior encantamento léxico, um amigo instalou em minha máquina um “Aulete digital”. Agora, faço o cotejo dos termos pesquisados no meu “Trio Léxico”.
Todavia, essa disciplina pessoal conduziu-me a uma respeitosa, porém, triste constatação: enquanto os demais dicionários registram antigos e também novos vocábulos da fala nacional, o Houaiss, e que inclusive traz a importante datação de criação dos termos, por outro lado tem extirpado muitos, de antigo uso, mas históricos, que fazem parte de reconhecidas obras literárias nacionais, e que enriqueceram sobremaneira a língua portuguesa em seus momentos próprios, até mesmo dando origem a outros depois.
Ao contrário do entendimento que é descuidadamente corrente, os termos, as expressões e seus significados, não saem dos dicionários para a fala do povo, mas é exatamente o contrário: da boca, do uso e da criatividade dos indivíduos é que é formado e enriquecido o léxico pátrio.
Imagem: by arquivo pessoal de jrb
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Num longínquo 7 de Setembro, em Paranavaí
Como o tempo passa. Início dos anos 60. Paranavaí (PR). Éramos uma das turmas do meu inesquecível Externato Nísia Floresta, da minhas mestras Dª Alba Dantas Montenegro e Rozinha de Oliveira, a poeta, que há tempos curitibou.
Dentre os nomes dos amiguinhos aí da fotografia num desfile de 7 de Setembro me recordo de Agamenon Porfirio Santana (2º da 1ª fila à esq.), sempre muito sério, Carlos Roberto Nalim (2º da 3ª fila) e lá ao final da fila, atrás deles, Carlos Ajita, hoje aqui em Maringá (...engraçado, mas não me reconhece quando nos encontramos pela cidade...).
Achem-me entre os do final das filas; aquele "sujeitinho" de cabeça erguida, curioso com não-sei-o-quê. Penso que talvez eu estivesse gravando mais na memória aquele dia que os demais...
Mas eu tinha uma inveja danada era deste último amigo aqui, cujo nome agora não me lembro, o maior e 1º da fila à direita: ele e sua irmã vinham para as aulas no Externato A CAVALO, cada um com sua própria montaria, que ficavam amarrados à sombra, sob pés de santa-bárbaras... Eu babava de vontade passear naqueles arreios bonitos, com grossos pelegos, macios. Animais, uma grande paixão que tenho e terei sempre!
Todo 7 de Setembro eu engraxava meus sapatos pretos ao brilho máximo. Mamãe Elvira (Dona Viróca) cuidava de deixar minhas roupas nos trinques, como só ela sabia...
Lindos tempos aqueles, que ainda os guardo comigo, em lugar especialíssimo, inclusive o losango do Externato no peito; um ENF!
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
SEMANA LITERÁRIA NO SESC-PARANÁ
Toda a programação é gratuita, e inclui palestras, oficinas, mesas-redondas, intervenções literárias, lançamentos de livros, leituras dramáticas e exposições acerca do tema Leitura e Cotidiano, além de estandes de diversas livrarias.
Para outras informações acesse o site:
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
PELO FIM DO SACRIFÍCIO DE CÃES BEAGLES! ABAIXO-ASSINADO!
polêmica publicada por diversos sites, e que já ganhou repercussão internacional: um ABAIXO-ASSINADO para o governador paranaense Orlando Pessuti, pedindo o fim do uso e SACRIFÍCIO DE CÃES BEAGLES em experimentos científicos na Universidade Estadual de Maringá (UEM).
mal infringido aos Beagles em tais experimentos em muito supera o suposto beneficio. Beagles são cães extremamente dóceis, inofensivos, companheiros, inteligentes e sensíveis. Por serem hiperativos necessitam de espaço amplo e de atividade física constante. Além disso, um Beagle pode viver
até 18 anos. Os canis do Biotério são, assim, insuficientes para esses cães, que precisam viver ao ar livre para terem equilíbrio físico e emocional. Por outro lado, a condução de experimentos, que incluem “procedimentos na área de técnica operatória e cirurgia experimental”, entre outros, constitui um ato de crueldade por impingir a esses cães sofrimento inigualável e por privá-los do direito à vida”.
oratório e confirmam a reprodução e uso de ratos, camundongos e cães BEAGLES em experimentos para os cursos de Medicina, Farmácia, Odontologia e Enfermagem, Psicologia, Ciências Biológicas e Medicina Veterinária, e dos programas de pós-graduação em Ciências Biológicas, Biologia Comparada, Análises Clínicas, Ciências Farmacêuticas, Ciências da Saúde, Odontologia e Psicologia.Imagens: by web
domingo, 22 de agosto de 2010
FIM DE PLANTÃO NO BUQUE
– Nêgo num presta mêmo! Quand’é muleque só si apega no do aleio, e quand’ vira ômi só presta pra batipau... ficar encostado em buque. – disse agravosa Duvirge, a sarará com vista obumbrada, saracoteante, à amiga de vetusto ofício, Escolástica, nome-de-guerra Fulorzinha.
Ambas com pernas trôpegas, cervejadas, pingadas. Fulorzinha, com a glote ruidosa, arfava feito uma vaca corrida no pasto. Calada. Bituca embrasando queimante entrededos.

– Se tu não parar com essa de nêgo, já já vou lhe danificar a terceira geração, sua jia!!
Sob plácidos passos, porém largos, segurando um punho fêmeo em cada mão, o tira se deteve à porta da cela-3. Largou as presas recostadas na parede, equilibradas nas magras pernas. Enfiou a rechonchuda mão – ferramenta de iniciais corretivos quando preciso – no bolso da cotiada calça de brim, tirando um molho com seis chaves e um penduricalho de brinde.
Rotineiro, sem sequer olhar o alvo, olhando pras duas "freguesas" Zé Doca enfiou certeiro a chave maior no desgastado buraco da fechadura. Rodou. Cléque! Empurrou rangente triste a porta de ferro, que se abriu seca chorante.
– Pronto, gente boa! Podem se acomodar que a conta do dormitório hoje já 'tá paga... pelo povo! Mas a comida sou eu quem dá. É só me encher mais um pouco. Tem pau de manhã, pau no almoço, um “cházinho” às três e pau-de-arara de noite, que é pro hóspede não se incomodar com falta de agasalho; aqui deita aquecido.
Nada daquilo ouviram nem riram. Elas. Nada. Entupid'ouvidos com bagaços de canas, camas, e brincos bijouteiriços.
Duvirge, arrotava dragãomente aguardente ordinária e lúpulos; jogou o ébrio corpo travado sobre a parte inferior do beliche de verde concreto nu da cela. Babando o bambo sutiã adormeceu, mais frouxa que barrigueira de cavalo velhaco.
Escolástica, zombada pelo destino até no próprio nome, analfabeta, mal se sustendo nos gambitos, rendera-se à friúra do piso; a cama do alto do beliche lhe parecera o Everest! Amodorrou-se ali mesmo, encolhida feito fosse ferida.
Chuva fina. Raros trovões. Relâmpagos longínquos riscavam seus fósforos. À calma madrugada no buque sucedeu a luz do dia novo em folha. Ressurgiu a vida normal. Mas difícil. Cabeças pesadas, toneladas.
Segunda-feira. Fim do plantão do fim de semana. Oito e meia. No Gabinete do delegado:
– Pronto pros depoimentos das muié, seo Dotô!
As duas rameiras. Frente-a-frente com o delega no buque, cabelos de vassoura velha. Prantivas crocodilosas, de plano aventuraram-se a assoalhar de argumentos a “injustiça” do xilindró lhes aplicado pelo tira Zé Doca. Discorriam juntas o palavrório baralhado, em coro, ao delegado.
Gravata torta em colarinho, nó frouxo. Mão esquerda no queixo, cabisbaixo, fingindo ouvi-las, o doutor delegado cofiava a grisalha barbicha. Com a mão direita riscava um papel comum com a caneta-de-brinde barata.
De súbito, entojado pelo cheiro de álcool dormido, o delegado levantou a cabeça e as interrompeu, voltando-lhes a palma da mão direita em basta!:
– Zé Doca, não vou tomar depoimento nenhum hoje! Solt'essas pestes!! O fogo delas já apagou. Abre vaga aí na nossa pensão...
Confiante no subalterno, o delegado desviou tornados olhos para os papéis sobre a mesa. A nota-de-prisão.
Duvirge e Fulorzinha, inda de bocas acres leve sorriram irônicas ao tira prendedor, sem nem escovação.
Disfarçado do chefe que mirava olhos à nota-de-prisão/soltura sobre a mesa, Zé Doca respondeu às vendedoras-de-corpos, simulando um abotoamento na sua camisa frouxa: no próprio peito, mostrou-lhes mão fechada e dedo médio em riste...
– ... nóis pod'ir, dotô?
– Vai! Sumam daqui! Antes que eu vomite e perca a paciência!! ...e vê se tomem banho...
Comentário: crônica escrita em 2007, já publicada no meu blog A BALESTRA perdido ano passado.
Imagens: by WEB
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
À MARchTA: AVANTE!
To dream the impossible dream Sonhar o sonho impossível
To fight the unbeatable foe Combater o inimigo imbatível
To bear with unbearable sorrow Suportar uma dor insuportável
To run where the brave dare not go Ir aonde os corajosos não se atrevem ir
To right the unrightable wrong Corrigir o erro incorrigível
To be better afar than you are Ser muito melhor do que se é
To try when your arms are too weary Tentar com os braços exaustos
The reach the unreachable star Alcançar a estrela inalcançável
This is my quest, to follow that star Esta é minha busca, seguir aquela estrela
No matter how hopeless, Não importa quão sem esperança,
No matter how far Não importa quão distante
Without question or pause Sem perguntar ou descansar
To be willing to march into hell Estar disposto a marchar para o inferno
For a heavenly cause Por uma causa divina
And I know if I'll only be true Sei que somente sendo sincero
To this glorious quest Nesta gloriosa busca
That my heart will lie peaceful and calm Que meu coração ficará em paz e calmo
When I'm laid to my rest Quando eu me deitar no descanso final
And the world would be better for this E o mundo seria melhor por isto
That one man scorned and covered with scars Que um homem desprezado e coberto de cicatrizes
Still strove with his last ounce of courage Ainda luta com o que resta de sua coragem
To reach the unreachable star Para alcançar a estrela inalcançável
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
MEU PIS

Ontem recebi o abono do PIS.
Tão pouco. ¿Sab'o qu'eu fiz?
Um vinh'ordinário, coisas pra casa,
“Contos negreiros”, do Marcelino Freire
E uma caixa de giz. Só.

Marcelino Freire - "Contos Negreiros", de julho/2005 - Prêmio Jabuti 2006 como “Melhor Livro de Contos”. Edit. Record. Inspirado em obras de Castro Alves e Cruz e Sousa, são "16 Cantos", onde os negros, direta e indiretamente, são personagens das narrativas.
domingo, 8 de agosto de 2010
VERSOS QUE CANTEI PARA MEU PAI, SONTONHO
"AO MEU PAI, O FAZEDOR DE PÃES E HOMEM"
Pai, teus ouvidos te enganam, e os olhos também.
Teus joelhos doloridos, te incomodam eu sei.
Trazem as marcas de um tempo sofrido
e de glórias também. Oh, meu pai.

Pai, desculpe os acordes mal escolhidos,
desta canção que eu fiz pra você,
Pra lembrar nossos bons tempos vividos,
E os problemas esquecer.
Te lembro atrás do velho balcão, vendendo de tudo, e até o pão,
que você fazia para as bocas dignas, ou não, ou não?
Onde estará nossa freguesia, que eu sei, fazia tua alegria.
No balcão jogar conversa fora e baralho
Te dava mais prazer naquele trabalho.
Hoje, trago boas lembranças daquele meu tempo de criança.
Me vejo traquina e levado. Por vezes, eu sei, te deixei zangado
Pelas bagunças na escola ou de secar no forno e queimar os seus sapatos.
Pai, lembra meu olhar de felicidade, quando eu vendia os pães na cidade?
Pra mim era duro o frio das manhãs, mas foi uma lição que me ajudou
A formar o homem-menino que pra você ainda hoje eu sou.
Quando lembro daquilo aumenta em mim o amor e o orgulho por você, meu pai!
Pai, você que só cursou a escola da vida, e se acha caipira
Já mostrou que é um diplomado, vivendo sua velhice sossegado.
Pai, das coisas que aprendi com você, uma eu sei, não vou esquecer
Que ser pobre não é defeito; o importante é ser direito.

Comentário: já publicados no blog que perdi ano passado, estes são versos d’uma canção que em 1999 escrevi para o meu pai, Antonio Balestra, o padeiro “Sontonho”, como eu o chamava carinhosamente.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
AVOÁVEL GÊNESE DUM'IDÉIA
DA ÁGUA PRO VINHO,
A lua em hóstia no céu, enchente.

Cá embaixo a gent’eu, s’me sentindo ninharia, feit'um nada com nenhum dentro, em intentos d’cavalgar algum vago criável d’inspiração, um'idéia descrevível, postável, prazível. Olh’estrelas. Espero. O milagre s’criar.
Repentemente el’idéia m'vem, põe a cara, dá-m'um sorriso. Corro dar-lh'o braço da virgem folha desescrita. Mas antes ela s’escafed’em alados galopes, escapolenta ao ar, com'uma pipandorga viva, sem rabo.
Tent'o domínio, busc'o rumo, suo; a cada mais linh’esticada dada naquel’idéia, s’afasta ela arredia em aos mais altos. E fica lááá, balançando, aleatória com’uma folha de chicória rajada d’vento, ou o olhar d’um pardal em primo voo matinal.
!Os luares dos lugares m’agradam mais!, em cheias.


crônica: by josé roberto balestra
fotografia da onça: by Haroldo Palo Júnior
demais imagens: by WEB
segunda-feira, 19 de julho de 2010
QUANDO NOS VEM O NÓ D'UM ADEUS
ADEUS...

Nó na garganta.
Em qualquer lugar do mundo, a garganta humana denuncia quando uma pessoa está triste.
Se tirarmos um doce de uma criança, num instante veremos o olhar de indignação, seguidos de soluços e lágrimas nos olhos.
É uma maneira de demonstrar a violência sofrida.
Seja criança ou adulto.
Vi um senhor ficar triste, na roça, só porque alguém insinuou que o bode dele estava ficando velho. Sentiu-se subestimado, e logo se esboçou o nó.
Sofremos, sempre que nos tiram alguma coisa.
Meus pais se mudaram da roça quando eu era criança. Foi como se tirassem a roça de mim.
Lembro-me da viagem.
Saímos de lá, transportados por um carro de bois, até a estação de trem mais próxima.
Sem dúvida, minha garganta, por várias vezes, durante o trajeto, deu ensejo ao nó.
Na medida em que nos afastávamos das pessoas e das coisas queridas, íamos dando Adeus, acenando com as mãos, como se fosse uma despedida para sempre.
Que sensação mais estranha.
Tudo o que conhecera até aquela época era a roça. Eram as matas, os córregos, os riachos, as aves, os pássaros, os bois, as vacas, cabritos, cães... , as pessoas que amávamos.
Tirando o sol, a lua, as estrelas, tudo seria diferente dali para frente.
Era o Adeus para seguir um caminho desconhecido e ver algo diferente.
Só conhecia as coisas das cidades pelas gravuras dos livros.
Conheceria outro mundo, de maneira chocante, por causa da mudança radical, mas cheia de novas perspectivas, dado o jeito receptivo na grande cidade de São Paulo.
Mas, os “nós” me apareceram várias vezes durante muitos anos, porque é difícil vencer a saudade.
****

****
Texto e desenho: by Evaldo de Paula Moreira
Contos de Amor
***
Pelo blog do Poeta divinopolitano LÁZARO BARRETO descobri EVALDO, um desenhist'escritor, ...minêro dos bão!
Um achado! Em primeira visita ao seu blog dia desses, já m’encantei!
M’encantei com as cores vivas dos seus desenhos em moderno estilo, lindamente despojados, ilustrando contos e crônicas carregados d’tanta humanidade e transcendência, reveladamente escritas com as tintas do coração de quem também consegue ainda ver flores no asfalto (como certa vez dissera meu blogamigo e grande cronista radicado em Maringá, WILAME PRADO), com muita sabedoria crítica e simplicidade, coisa difícil de s’fazer.
Sempre falei: escrever complicado é fácil; o simples é que é difícil! Pra poucos. Evaldo um deles, com certeza!
domingo, 18 de julho de 2010
quinta-feira, 15 de julho de 2010
BEETHOVEN, O QUINTO OU O SEXTO BEATLE?
ARTE DE GÊNIOS, ...ATÉ NA SEMELHANÇA!
Certo dia, John estava ouvindo Yoko Ono tocar a sonata para piano n° 14, opus 27, de Beethoven, conhecida como "Sonata ao Luar".
Então pediu para Yoko tocar invertidamente os acordes, do fim para o começo. Assim, inspirado na harmona resultante, John compôs essa linda "Because".
Na gravação, John, Paul e George cantam em coro harmônico. Suas vozes foram duas vezes sobrepostas (overdub), dando efeito de nove vozes. Ringo não cantou.
Ringo estava presente, mas sua participação, fazendo apenas a marcação, não foi registrada. Mas o produtor George Martin, chamado como "o quinto beatle" (porque produziu todos os álbuns do quarteto), participou tocando uma espineta, que é um antigo instrumento de teclado e corda, semelhante, mas anterior ao cravo.
Fonte: Wikipédia, com adaptações do blog (JRB)












