“QUANDO AS SOMBRAS AMEAÇAM O CAMINHO, A LUZ É MAIS PRECIOSA E MAIS PURA."

(Espírito Emmanuel, in "Paulo e Estêvão", romance por ele ditado a Chico Xavier)

Meus Amigos e blogAmigos!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

OLHANDO PELO LIMOEIRO




O Creador e Seu Limoeiro


Sempre que me deparo com um pé de fruta, meus olhos logo buscam o botão d’alguma florzinha desabrochando ali, d'outra acolá. ¿Estaria eu querendo desvendar o instante mágico da divina criação, o seu fazendo próprio? Sei não. Mas pode até ser; a natureza me extasia com seus espetáculos silenciosos e variados.

Há uns sete ou oito anos plantei em meu quintal uma muda de limão-tahiti. À época substituía o outro que me alegrara por exatos dezoito anos, produzindo contínuo como um fio d’água de nascente riachável; deixou-me um doce amor pelos ácidos taitis.

Pela manhã, quando vou ao varal do quintal estender minha toalha, sou invadido pelo verde intenso e soberbo do limoeiro, e a pardalada lhe saltitando nos galhos ou cantando o coralzinho próprio deles. Às vezes uma intrigada pombinha tenta interromper-lhes o coro, mas eles são deliciosamente teimosos; mudam de galho, e perseveram o canto.

Da varanda, pelo decorrer do ano assisto às suas fases: pontinhos claros na ponta dos galhos denunciam movimento novo entre aquele verdume potente e folhoso. Receoso com fungos, vou checar. Alegro-me; é o ar da graça da inflorescência chegando em cachinhos.

Por um ou dois dias fico envolvido com a lufa-lufa diária e me esqueço do limoeiro. De repente olho, e a surpresa: a florada já está lá!, intensa, parecendo que alguém caprichosamente dependurou-lhes pipocas estouradas e sem sal, perfumadas! Vou me aproximando do pé e o vento se adianta e traz-me em ondas envolventes, aquele aroma divino, bom feito abraço de amor verdadeiro em dia de frio.

Mais uns dias e o espetáculo chega ao apogeu: os galhos se curvam pelas pencas de limões crescendo-crescendo. Aí é chegado o tempo de deliciar a mim e aos amigos, com a colheita de sacolas e mais sacolas de limões graúdos, desenhados, como se fora pintura viva enquadrada. É pura alegria!, de limonadas, de caipirinhas e sorrisos recebidos.

Em minha vida também há um outro limoeiro; o que o Creador outorgou-me desde pequeno cuidar-lhe. Esse foi Ele quem o plantou, não eu. Houve um tempo em que esse limoeiro prosperava direto, mais que hoje; muitos dos seus brotos num zás-trás floriam, e logo se viam tão belos frutos. A colheita com os amigos era sempre surpreendente. Vibrávamos!

Agora percorro esse limoeiro com os olhos da alma, e percebo que alguns brotos recentes que adubei com carinho, crendo que iriam crescer, não vingaram. Aí fico saudoso daquelas antigas colheitas; era mais fácil encontrar frutos viçosos. Relembrando-me, noto que alguns daqueles frutos que muito me apraziam, se Foram eternos. E o que mais me aflige; sem que eu percebesse suas Partidas.

É. Tenho de reconhecer: de fato o Creador tem sido MUITO BOM comigo; meus amigos se Vão, mas mesmo que eu não os veja Partindo, o perfume da abnegada amizade e das lições que aprendi com cada um deles permanece vivo e intenso em mim... Ao menos até o dia em que eu me junte a eles no Supremo Limoeiro.


Imagens: by WEB

quinta-feira, 1 de julho de 2010

UFA! MAIS UM!!!...



...sempre há um dia mais especial pra gente.


Hoje é um deles, pra mim!



Na fotografia os dois personagens principais,
de um outro meu hoje dos tantos tidos,

d'um já ido tãão longe, mas que ficou-me
etern'especial...


“Parteira corta cordão e dá corda;
Deus põe ponteiros.” (JRB)

Um abraço forte a todos os meus 39 blogseguidores,
aos amigos, e aos ignotos blogvisitantes do "A BALESTRA".


domingo, 27 de junho de 2010

OS MENINOS FEITICEIROS DO CALANGO-FRITO


SÃO MARCOS

Naquele tempo eu morava no Calango-frito e não acreditava em feiticeiros.

(...)

Bem... Bem que Sa Nhá Rita Preta cozinheira não cansava de me dizer:
– Se o senhor não aceita, é rei no seu; mas, abusar, não deve-de!

E eu abusava, todos os domingos, porque, para ir domingar no mato das Três Águas, o melhor atalho renteava o terreirinho de frente da cafua do Mangolô, de que eu zombava já por prática. Com isso eu me crescia, mas mandando, e o prêto até que se ria, acho que achando mesmo graça em mim.

Para escarmento, o melhor caso-exemplo de Sa Nhá Rita Preta minha criada era êste: “...e a lavadeira então veio entrando, para ajuntar a roupa suja. De repente, deu um grito horrorendo e caiu sentada no chão, garrada com as duas mãos no pé (lá dela!)... A gente acudiu, mas não viu nada: não era topada, nem estrepe, nem sapecado de tatarana, nem ferroada de marimbondo, nem bicho-de-pé apostemado, nem mijacão, nem coisa de se ver...

Não tinha cissura nenhuma, mas a mulher não parava de gritar, e... qu’é de remédio? Nem angu quente, nem fomentação, nem bálsamo, nem emplastro de fôlha de fumo com azeite-doce, nem arnica, nem alcanfor!...

Aí, ela se alembrou de desfeita que tinha feito para a Cesária velha, e mandou um portador às pressas, pra pedir perdão. Pois foi o tempo do embaixador chegar lá, para a dor sarar, assim de vôo... Porque a Cesária tornou a tirar fora a agulha do pé do calunga de cêra, que tinha feito, aos pouquinhos, em sete voltas de meia-noite: “Estou fazendo fulana!... Estou fazendo fulana!...”, e depois, com a agulha: “Estou espetando fulana!... Estou espetando fulana!...”

Uma barbaridade! Até os meninos faziam feitiço, no Calango-Frito. O mestre dava muito coque, e batia de régua, também; Deolindinho, de dez anos, inventou a revolta – e êle era mesmo um gênio, porque o sistema foi original, peça por peça sòmente seu: “Cada um fecha os olhos e apanha uma fôlha no bamburral!” Pronto. “Agora, cada um verte água dentro da lata com as folhas!” Feito. “Agora, algum vai esconder a coisa debaixo da cama de Seu Professor!...”

E foi a lata ir para debaixo da cama, e o professor para cima da cama, e da lata, e das fôlhas, e do resto, muito doente. Quase morreu: só não o conseguiu porque, não tendo os garotos sabido escolher um veículo inodoro, o bizarro composto, ao fim de dia e meio, denunciou-se por si.

(...)”










Cordisburgo (MG) hoje está que é só festa!
Lá junto do Creador, está completando 102 anos o POETA-MOR, João Guimarães Rosa.
"Depois dele não apareceu mais ninguém." - como diria outro poeta brasileiro, mas poeta-cantor, Belchior.

Texto: fragmento do conto SÃO MARCOS (in Sagarana), aqui reproduzido na grafia própria do seu autor, como era (e é!) da vontade de João Guimarães Rosa.

domingo, 20 de junho de 2010

QUANDO NÁDEGA-NOS A ÁGUA!


A ideia da gente é mesm’um trem danado, sô!, como mineiramente s’diz. Tudo vai começando, s’encadeando habitual, lentinho lentinho na cachola, no corpo, até que, sem nos darmos conta, já nos aferramos a um costume,... bom ou mal, no graduável.

Ontem à noite, depois d’desligar o notebook com teclado externo (sou expert em atalhos, mas no seu teclado nunc’achei o bendito ponto de “?”), sem mais nem menos m’vi enredado pelas teias das álgebras booleanas, aquelas estru
turazinhas matemáticas, emaranhosas, que capturam a essência das operações lógicas, fundamento da matemática binária da computação. Mas não é disso que quero tratar falar; há gente melhor pra coisa, felizmente.

Pois bem, não foi a matemática – um’antiga e ex inimiga minha (traumatizado que fora eu por volta de 1972 por um certo professor Valmir, nome que, escandidas as sílabas e transpostas suas vogais, só m’recorda coisa vil e má!), a quem em 1975 fui solenemente reapresentado por uma mestra nissei em Mamborê (PR) – que m’complicou n’algo que m’deleito amiúde: ESCREVER! Imaginar e narrar aquel’imaginado qu’me vem centelhado no espírito, num’eterna luta contra o inexorável da Partida certa, já que a ciência ainda não nos deu cálice do antídoto perpetuante.

D’cara o insólito fato m’fez lembrar da música Old habits die hard (by David Stewart/Mick Jagger) que certa vez publiquei aqui. Confesso: não gasto neurônio com coisas que podem s'guardar escritas. ¿Número de telefone? Nem o de casa. ¿Número de processos de meus clientes? Nãozinho mesmo! Inda mais agora que, sob nova ordem, estão quilométricos; pra isso as listas telefônicas e os sites dos tribunais. Todavia, os atalhos de digitação eu os guardo sim!

Então, ontem, meianoitado e já madrugosamente, momentos que, pelo silêncio geral m’aprazem escrever, com o espírito inspirado, resolvi prosseguir mais um pouco meu livro em gestação. Liguei o notebook, o teclado e o mouse chupetas, e com aquela cara de vaca-na-horta, a de quem já sabe o que vai fazer, comecei a digitar no teclado externo.

Teclo daqui, teclo dali... Epa!, a tela limpinha-da-silva; nada d’aparecer caractere algum! Desliguei tudo... Como não m’dou por vencido fácil, religuei e recabeei tudo, e fui à digitação ‘tra-vez. E neca de pitibiriba! Cutuquei a tecla ScroolLock, dei Alt efe isso e efe aquilo, e mais um combinatório booleano. Nada! Nessas alturas a divin’inspiração já tinha ido pra Singapura, Tegucigalpa, Xique-Xique, Xanxerê, ou sei lá pr’aonde... E eu lá, parado, semi’rritando-me c’a impotência informática, e c’uma baita interrogação passarinhando-me a cuca...

Mas ainda nesse estádio de semi’rritadez, bati os olhos na tecla NumLock. Um toque, e... Eureca!! ’Calmei-me; a luzinha do teclado chupeta não acendera! Dei-lhe inspeção física e, ufa!, tive de m’dar por vencido: sucedeu que ao desligar o notebook e guardar o tal chupeta enrolando seu cabo no teclado, arrebentara-lhe um dos fiozinhos já fadigados por meu (des)ato. Justo o de energia!

Vencido e ainda querendo segurar pelo rabo a fugidia inspiração, parti pra digitação direta no notebook. Não fui longe... deparei-me no texto c’o monstro qu’me fizera comprar um teclado chupeta pr’ele: o ponto de interrogação (“?”). Fui dormir...

Hoje pela manhã, lembrando-me da tradução da letra de Old habits die hard (“Hábitos antigos são difíceis de se perder”), feit’um garimpeiro faisquei no terreno preto do teclado do notebook até encontrar o bendito ponto d’interrogação! A custo, mas venci my old habit!

Portanto, eis MEU PRIMEIRO TEXTO INTEGRALMENTE NOUTIBUQUEADO, sem o socorro d’um teclado chupetento.

...¿Mas como’s velhos hábitos são mesmos difííceis de s'perder, não??????


Imagem: by WEB

quinta-feira, 17 de junho de 2010

...AS "NOSSAS" MONTANHAS E A SAUDADE...





"...quem pensa que é o que é, é aquilo que pensa...

Se você se acreditar Maomé,
você também moverá as suas montanhas;
...é uma questão de fé..."







Fragmento do texto da ópera rock JESUS CRISTO SUPERSTAR (música de Andrew Lloyd Webber, e letras de Tim Rice), na interpretação maravilhosa do inesquecível e saudoso narrador e radialista brasileiro dos anos 60 e 70, HÉLIO RIBEIRO, nome artístico de José Magnoli (24.07.1935 - 06.10.2000), com sua inconfundível voz barítono, OUÇA-O AQUI.

HÉLIO foi também bacharel em Direito pela Universidade Mackenzie; jornalista, publicitário, pintor, escultor, compositor, professor de Comunicações da USP e redator da UPI.




Fonte: by O PODER DA MENSAGEM - traduções - Memorial HÉLIO RIBEIRO
Imagens: by WEB

terça-feira, 8 de junho de 2010

O CNJ E OS ANTIGOS PARADIGMAS DOS JUÍZES






"...quem está bravo é porque está perdendo privilégios."






Excertos da fala do conselheiro PAULO DE TARSO TAMBURINI SOUZA,
do Conselho Nacional de Justiça (CNJ),
na palestra de abertura do XVI Encontro de Magistrados Paraibanos,
dia 03/06/2010, em Campina Grande (PB)






"Experiência é o nome que damos aos nossos erros"...

“...é necessário uma transformação total e absoluta de todos os paradigmas antigos aos quais os juízes estão acostumados.”...

..."Devemos unir forças para oferecer ao cidadão a Justiça à que ele tem direito e para criarmos condições modernas, dignas e eficientes de trabalho para os juízes". ...

...[o CNJ ajuda o Judiciário a ser mais ágil] "para que cumpra o seu papel constitucional e seja o grande pilar e a grande esperança do cidadão brasileiro". ...

..."Atuamos
[no CNJ] para que o cidadão possa controlar o Judiciário através da transparência que nós os devemos". ...

..."precisamos mudar o perfil e a postura do juiz, que deve assumir sua responsabilidade social".

"Nós não podemos mais nos restringir aos processos, temos que participar ativamente daquilo que estamos fazendo, e não tem como sermos juízes justos se não conhecermos os valores das outras pessoas que julgamos, não podemos julgar com prepotência e arrogância".

"Já vi exemplos espetaculares por todo o Brasil, de juízes que aceitam essa nova missão. A Paraíba mesmo tem oferecido modelos de boas práticas que nós do CNJ tentamos levar a outros estados"...

"A informatização da Justiça, resoluções referentes ao nepotismo, horário de trabalho, uso de carro, podem até parecer antipáticas à primeira vista, mas pode ter certeza que quem está fazendo certo não precisa delas, quem está bravo é porque está perdendo privilégios"
, (...).







Fontes: CNJ e AMPB
Imagem: by WEB



sexta-feira, 4 de junho de 2010

SINAMARGA!

...¿quer coisa mais irreversível?


Gato atrás de rato.

...até em dicionário.

(JRB)

segunda-feira, 17 de maio de 2010

O MOLEQUE SACI DO JARDIM




¿’Ocê s’lembra? O três por quatro do chão d’arenito, soqueado pelo tempo, o terreal dos suspensos canteirinhos abarcados por velhas tábuas estacadas, gordos d’adubos: palha d’café, serragem fina, estrumagem d’cavalos nossos e vencidas folhas dali. A casa em madeira, o amplo ideal dos cômodos, o sofá verd’oliva, poltronas, e o soalhado brilhos’encerado da sala e quartos, os dois. Toda d’perobas. Das d’quando ela reinava matas da região. A tinta a óleo em claro azul, agarrada nas vertitábuas, fasquias e pregos, surda guardava a ida história deles.

A varanda co’as guardas d'proteção, em grossos xis d’madeira bem angulados, encaixados a capricho, e o acesso d’escadinha de tábuas contendo a cavada terr’embaixo. Dois degraus e pronto! Mas a santa-bárbara punha umbrática aquel’entrada. No jardim qu’ladeava a varanda, rodeadas por samambaias, banana-de-macaco, begônias, antúrios e copos-de-leite, Suas roseiras brancas e vermelhas gravidavam abotoamentos. Em calmo esperavam os desabrochos. Da rua em frente, a Souza Naves, ainda nua d’pixe e pedras, o pó teimava adentrar os planos d’Seus móveis, a bela cristaleira, a q’um dia quebrei o vidro em correria a toa; desatos d’moleque...

Chuvaradas vinham. Relâmpagos, rufados d’trovões e clarões d’noite. E iam; vergonha do sol chegando, d’dia. Tempo que a terra do jardim, d’regra, pubava os adubos de Suas plantas , as roseiras, as brancas e as vermelhas que Você Sempre gostou, e as zelou.

Uma noite, antes d’meia, chegando d’volta das casas d’amiguinhos vizinhos, na varanda senti um cheiro esquisito, semelhando o d’pau podre, d'fedorenta coisa inidentificável por meu tão jovem olfato. ¿Bicho morto? Eu olhava. Olhava. Não via nada. Aí m’arrepiava. ...e o bendito cheiro recendendo ruim pra mim. Era dali, certeza!, como que pato é bicho d’penas e águas. Procurar? Não mesmo! O fio da colun’arrepiada m’travava pés.

Certo inda d’dia, em tardezinha d’sol fraco, bebi um balde d’coragem, e fu’investigar o Seu Jardim, aquele cheiro feio. Dei d’cara: umas coisinhas brancas, feito camisas rendadas de lampião. Lá’stavam, em pé, brotando do chão dos úmidos canteiros, perto das já floridas roseiras, exalantes – pedoe-me, fragrância que nunca gostei é d’rosas; doridas memórias. –, e das bananas-de-macaco.

Com um galhinho avulso catado, coração em boca, toquei num. Um pedacinho garrou na ponta. Aproximei do naso... ¡Santodeus! D’tão forte, amargou-m’corp’abaixo, todo! Tossi. Lembrei d’Você, qu’em sabedoria, soubesse o que aquilo seria. N’outro dia, Você, sentada comigo na escadinha da varanda, lh’indaguei. Com Sua serenidade, respondeu-me:

– ... é do cachimbinho do Moleque Saci, que vem fumar no jardim d’noite, enquanto você demora muito pra vir dormir, e deix’a Mamãe preocupada...

Aquil’ouvi e quase morri! Olha, aquele cheiro d’pau podre, cheiro d’saci, d’rosas, tudo esquisitando um misturado d’odores desgostáveis, ainda moram meu nariz, assim como meu coração hoje retumba d’imensa nostalgia e alegria d'lembrança por’aquele santo enganamentozinho, tão puro, pero sábio, que Você m’aplicou, viu?

Hoje ’tá fazendo quatro anos que Você atendeus a’O Chamado naquele dezessete d'maio, em hospital... Não tenho mais medo d’Moleque Saci, mas ouço muito Tua voz em meus sonhos, viu? ...até o cheiro d’saci daquele Seu tão simples Jardim e nós lá, d’novo, sentados, sinto... A Su’abênça!



Imagem: by web
Crônica de JRB

domingo, 9 de maio de 2010

A BICICLETA, MAMÃE E AS MISSAS



...tempos aqueles, d’quand’ainda missa s’dava só em igreja,
e d’Monark Brasiliana 64 e jejuns íamos domigos d’manhãs.
Era Paranavaí, a d’São Sebastião. Na garupa Mamãe e a certeza
d’que liturgia e nossa fé não eram anãs.

Depois li, cresci, ganhei d’aniversário o primo violão,
presente d’Mamãe, azul fort’e vero feito sua Fé.
Hoje, olh’o meu quintal, à Fé d’meu coração:
sem Mamãe Elvira, q’tã cedo Subiu... mingo, restei-me a pé.

...¿d’que m’servem agora bicicleta, violão... ou Fé?


domingo, 2 de maio de 2010

Nadanadanada...



“Nadeternaqui.
Tudo é d’vencível valimento tencionado:

o sorris’amarelo,
três sacos de farelo,
pregos pra martelo,
e todo tipo d’flagelo...

¿E o amigurso?

Ah, a esse...
...o sempreterno do averno!!”

JRB


Imagem: by web

quinta-feira, 15 de abril de 2010

... ENQUANTO EU ESTIVER VENDO A LUZ

Quando m'batem desbotadas saudades vivas... m'rendo ao q'elas querem m'dizer. Pode ser meu defeito, mas há outro jeito?





Long as I can see the light
Enquanto estiver vendo a luz,

Put a candle in the window,

Coloque uma vela na janela,

'Cause I feel I've got to move.
Pois eu sinto que devo ir.

Though I'm going, going,

Apesar de estar indo embora

I'll be coming home soon,

Eu voltarei logo para casa

Long as I can see the light.

Enquanto eu estiver vendo a luz

Pack my bag and let's get moving,

Arrumo minha mochila e vamos andando

'Cause I'm bound to drift a while.

Pois estou destinado a vagar por um tempo

When I'm gone, gone,
Quando eu tiver partido,

you don't have to worry long,

você não terá com que se preocupar por muito tempo

Long as I can see the light.

Enquanto eu estiver vendo a luz .

Guess I've got that old trav'lin' bone,

Acho que tenho aquele velho espírito de viajar

'Cause this feeling won't leave me alone.

Pois este sentimento não me deixa em paz.

But I won't, won't be losing my way, no, no

Mas eu não vou não vou perder meu caminho, não, não

'Long as I can see the light.

Enquanto eu estiver vendo a luz.

Yeah! Yeah! Yeah! Oh, Yeah!

Sim! Sim! Sim! Oh, sim!

Put a candle in the window,

Coloque uma vela na janela,

'Cause I feel I've got to move.

Pois eu sinto que devo ir

Though I'm going, going,

Apesar de estar indo embora,

I'll be coming home soon,

Eu voltarei logo para casa,

Long as I can see the light...

Enquanto eu estiver vendo a luz...

domingo, 11 de abril de 2010

ONDE DEUS POSSA ME OUVIR...



Sabe o que eu queria agora, meu bem...?
Sair chegar lá fora e encontrar alguém
Que não me dissesse nada
Não me perguntasse nada também
Que me oferecesse um colo ou um ombro
Onde eu desaguasse todo desengano
Mas a vida anda louca
As pessoas andam tristes
Meus amigos são amigos de ninguém.
Sabe o que eu mais quero agora, meu amor?
Morar no interior do meu interior
Pra entender porque se agridem
Se empurram pro abismo
Se debatem, se combatem sem saber
Meu amor...Deixa eu chorar até cansar
Me leve pra qualquer lugar
Aonde Deus possa me ouvir
Minha dor...
Eu não consigo compreender
Eu quero algo pra beber
Me deixe aqui pode sair.
Adeus...




VANDER LEE (Vanderli Catarina), é um cantor e compositor mineiro, de Belo Horizonte, com mais de 20 anos de palco e dezenas de composições próprias. Já gravou, dentre outros, com Zeca Baleiro, Elza Soares, Leila pinheiro e Nando Reis. Sua música “Estrela” foi gravada por Maria Bethânia.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Frasindo & Luzindo


"Gosto de escrever.


Escrever
é
uma
forma de

lutar
.
Uma forma
de
não adoecer,
de se por no mundo.

Ajuda-me a extravasar os demônios.”

domingo, 21 de março de 2010

OLHOS QU’INCOMODAM!




Nos últimos meses, durante o trabalho que estava realizando pelo CNJ, ouvi muitas lamúrias de colegas magistrados que se diziam indignados com as “interferências” que este órgão máximo da administração Judiciária estaria exercendo em suas funções judicantes.

O Conselho Nacional de Justiça é uma realidade e veio para ficar. A Sociedade esta(va) cansada de uma Justiça lenta e ineficaz. E o que este órgão tem buscado é tornar o Judiciário mais legítimo (consensus) e apto a realizar o trabalho que o povo dele espera e contará sempre com o meu apoio no que for constitucional.

Primeiramente, afirmo que todos somos servidores públicos e não somos donos de nada. O que a nós pertence é tão somente o fruto de nosso trabalho, conhecimento ou herança.

Segundo, que geralmente quem faz uso destes pronomes possessivos, são pessoas eivadas de vaidade, soberba e péssimos naquilo que fazem (profissionalmente).

Partindo da premissa de que devemos ter zelo pelas coisas que nos pertencem:

A) Como podem afirmar que os processos que tramitam em sua Vara são seus e estes ficam acumulando mofo nas prateleiras, por anos e anos, sem solução, sem uma decisão?

B) Como podem afirmar que a Vara judicial é sua, e o que encontramos são cartórios, desorganizados,
abandonados e sem gestão, contribuindo e muito para a demora da prestação jurisdicional.

C) Como podem afirmar que os presos/detentos ou reeducandos (eufemismo) são seus, se sabemos que o ser humano não é objeto de propriedade, e que as penitenciárias estão superlotadas, os benefícios penitenciários não são concedidos tempestivamente (ou nunca), que as instruções criminais duram anos quando deveriam no máximo alguns meses, levando o Brasil a possuir uma das 5 maiores populações carcerárias do Mundo e que mais de 50% destes presos, ainda não foram sequer condenados? Onde está o respeito ao Princípio da Presunção de Inocência e da Dignidade Humana?

Como juiz, sou titular de uma vara. Contudo, esta titularidade nada tem a ver com o instituto do Direito Civil da propriedade. Se, durante meus impedimentos ou afastamentos, outro for designado, não haverá solução de continuidade. Se sentenciarem um processo, está decidido. Se absolverem um acusado, está absolvido; se o tribunal implantar uma nova rotina de trabalho mais célere e profícua, está feito. Em nenhum momento devo ser consultado se concordo ou não (penso assim). Pois não sou dono de nada que não me pertence ou que seja público.

Agora, criticam o CNJ, as Corregedorias de Justiça ou qualquer pessoa ou grupo que tente buscar mudanças que tornariam melhor o serviço e a imagem da Justiça.

É o chamado MISONEÍSMO (aversão pelo novo), parente próximo da INCOMPETÊNCIA.

Como já falei em outro post, o que o Judiciário e todos os outros órgãos precisam é de pessoas compromissadas com o interesse público, de boa-vontade e menos corrupção e vaidades.




Imagens e texto: blog Consciência e Vontade by George Hamilton Lins Barroso, juiz estadual em Manaus (AM), e Juiz-Auxiliar do Conselho Nacional de Justiça - CNJ. Na imagem maior o Juiz George Lins visitava uma unidade prisional em Goiás.





sexta-feira, 5 de março de 2010

CAFÉ, QUEIJO, AMIG'OBSCUROS, E A MOÇA DA PADARIA








Sombrio. Lendo-o, um amigo disse ser decerto text'obscuro.
Abstrato, diria eu, separado, levado por força.
Mas para que a paz sej’estivess'e fosse, absoluto, pleno essencial, absorto propuz:
– Digamos então... obscrato!
Ele:
– “Não! Não vale o que não é ainda. Mas que tal... absturo então!”
– “Ora, sem destoar!” - respondi.

Por fim desporfiando-nos, perfilhamos:
– “Mesmo. O texto er’obscuro com’o debaixo do pires d’toco d’vel’acesa em noturno quarto.” – ele diz.
E, seqüente eu: – “...entanto sua fumaç’ali abstratav’a obscuridão...”
– Tire o rato! - diss’ele.
Vim: – “...Que tal o toco?”
– “O quarto!” - ripostou ele.

Quando vimos o dia já era... Outro!

Deixando o pires e o toco d’vela empós, saímos daquel’escuro sombrio sem brilho, desluz. Com brio, cada.
– “Ufa! A paz... obscur’abstrata.” – disse eu, indo-nos.

E ele: – “É. ...Zé!?”
Eu: – “O que é?”
– “O que é é o que é!! E quem vai dizer que não é? Pronto! Isto é que é obscuro...” - ele cadeadou.
– “’Tá bom. Mas você agora foi abstrato...”


Entramos em padaria. Abstratos pedimos: leite no prato e café em pires.
A mocinha jamba e batom trouxe: fatias de queijo minas em pratos e cafés em xícaras piradas embaixo. Tomamos.
...enfiamos a viola no saco e derretemos ru’afora.

– “..........................................” – pausamos enquant’andamos.

Apartando-nos ele disse derradeiro, jáindo: - "Viu como a vida é concreta, Zé? ’Té a mocinha da padaria sabe.”

... o chão escafedeu-me os sobpés, sobrenuvens.
Eu: - "E não é?!..."

Vi mais ninguém comigo; abstratou-me o amig'obscuro...



Imagem: by alexander queiroz



quarta-feira, 3 de março de 2010

CADA UM CADA UM









"Combate à criminalidade é missão da Administração"


Sob o título "Cada macaco no seu galho", oito famosos advogados criminalistas assinam artigo na edição desta terça-feira do jornal "O Estado de S. Paulo" em que criticam a Ordem dos Advogados do Brasil por pedir a prisão e o bloqueio dos bens do governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM).


Arnaldo Malheiros Filho, Eduardo P. Carnelós, José Carlos Dias, José Luis Oliveira Lima, José Roberto Batochio, Nilo Baptista, Paulo Sérgio Leite Fernandes e Técio Lins e Silva afirmam que:

"...é triste ver nossa Casa, por uns segundos na televisão, por louvaminhas generalizadas e aplauso fácil, deixar de honrar seu compromisso maior com a liberdade e violar a regra de impessoalidade, ao pedir a prisão de um cidadão determinado, lavrando em seara que não lhe compete, especialmente quando há tanto por fazer no que lhe cabe".

Para os criminalistas, enterrada a luta contra a ditadura, que uniu os advogados, "percebemos o quanto eram diferentes nossos sonhos e projetos para o Brasil".

Segundo os articulistas, o sucesso daquela batalha "levou alguns dirigentes da OAB à idéia de que seriam, à sua moda, investigadores e corregedores-gerais do Brasil".

"Passou a Ordem, em certas gestões, a querer se imiscuir em tudo, assumindo posições que não se podem dizer da maioria e, o que é pior, tomando partido sobre causas afetas ao Poder Judiciário, nas quais há inscritos seus de um lado e de outro".



Fonte: BLOG DO FRED in Folha on Line/Blogs da Folha
Frederico Vasconcelos, 64, nasceu em Olinda, Pernambuco. É formado em Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco. Exerce a profissão desde 1967. Começou sua carreira em Recife, como repórter da sucursal Norte/Nordeste da revista "Manchete".

Imagem superior by WEB

terça-feira, 2 de março de 2010

DA FRUSTRAÇÃO DO "BLOGGEVENTO" À JUSTIÇA DAS CAVERNAS





Em janeiro recebi e-mails que os crera vírus. Em princípio não os respondi. Depois, à insistência dos autores, m’causaram espécie; uns com ar d’dissimulada consulta causídica, outros com gratuitas e públicas provocações a terceiro sem nenhum vínculo a mim. Todos citavam um bloggevento malogrado, e por isso bloggridicularizavam seu idealizador.

Nunca é tarde para respostas. Mesmo a anônimos (tenho-lhes as identificações), dos quais não discordo, contanto que – ao contrário de como agiram – não agridam terceiros ou ironizem-me, sob qualquer circunstância, com ou sem razão. No caso era e é
sem!

Vieram d’blogueiros que admiravelmente antes exaltavam a amizade, a humanidade, a solidariedade, entre outras virtudes. Todavia, um incômodo financeiro pessoal lhes deixou o mundo de cabeça pra baixo, tudo invertido. Pretendendo induzir-me a um partido no episódio, com rigidez e peso de bigorna, punham em pregos quem reputavam culpado. Faziam a “justiça das cavernas”, não obstante a evolução da espéci’umana!

Aliás, bem se diz por aí que, aparecesse JESUS hoje com igual e Iluminado discurso, de novo neste Plano iria à aflição dos pregos, vivinho-da-silva... Não duvido nada!

Só depois de muito bloggalardear(em) foi que ocorreu ao(s) desarrazoado(s) autor(es) buscar(em) orientação – pasme-se – bloggjurídica. Ora, diante da certeza moral, de direito e de justiça, de que a lei que me ampara contra um “inimigo” também deve assisti-lo contra mim, então três advertências (e não gratuitos conselhos) se me revelam pertinentes:

- a uma; se ao comerciante, pelo Código de Defesa do Consumidor, é vedado expor ao ridículo um seu cliente devedor, colando na parede interna da loja ou caixa um cheque devolvido, logo, a mesma via vale ao cliente insatisfeito com tal comerciante. E mais, se reclamada em Juízo, até por suposto culpado pelo débito ou por credor, a indenização por dano moral (e material, se provada!) pode ser pleiteada, independente de eventual condenação em pagar o débito;

- a duas; débitos não se exigem por blogs nem em delegacias de polícia. Quem quer receber dinheiro ou bem de direito, antes de gratuita confusão ou iniciativa emocional por conta de acordo amigável não obtido, vai direto ao JUDICIÁRIO, à Justiça comum, com custas iniciais, despesas processuais no trâmite, e advogado contratado, ou aos Juizados Especiais Cíveis, sem custas nem advogado se inferior o pedido ao equivalente a quarenta salários. Nessas instituições é que são ouvidas as partes, sobretudo o que tem a dizer o(s) réu(s)! Tudo polidamente.

- a três; mesmo blogueiro, o advogado segue profissional, sobrevive do seu ofício. Não se coloque água em óleo; são distintas coisas. Por isso, tratando-se o caso de aventado descumprimento contratual, não posso deixar de atribuir a “e-mails-consultas” de mais de 400km da sede de meu escritório, senão o de tergiversado abuso e desconsideração a mim. Ao derredor do(s) autor(es) havia (e há sempre) um(a) advogado(a) para lhe(s) atender melhor que eu. Não se despreze o valor e a força de um olhar.

Quem me conhece sabe o que penso sobre apego, materialismo, capitalismo e que-tais. Minha PAZ DE ESPÍRITO É (e não está!) acima disso! Todo ano doo – no MÍNIMO UM – atendimento de cabo-a-rabo num processo judicial, sem honorários. Porém para isso não abro mão da seleção pessoal! Amigo não explor’Amigo... Isto é um fato em minha vida!


Imagem: by web

segunda-feira, 1 de março de 2010

TRAZEND'O QUE S'ACHÔ...




mEuDITORIAL


(Pra onde meu vento sopra. ¿O que é que há do lado de lá?)


Dois meses, sem postagens. Caqui verde amarra. Lapso longo, sei, desde que vi este megafone em palheiro procurado sobolhos meus d’indignação a coisas que não m’compraziam! Aliás, tudo tem ínsita essência d’propósito. Há que s’saber lidar com olho d’rumo vindo d’boi bravo, árvore tombando e chiclete em sapato.

Mochilad’idéias na cabeça, varapau à mão, a blogcaminhada. No adiante das curv’escuras da viv’estrada, fui assomar vistas no d’lá mais alto d’onde as planícies s’humilham à vaidade dos morros. Testifiquei o júbilo pueril dos verdes, tomei entrededos finados colmos e palhas. Betei-me entre mortos tocos por raios. Papagaios!, vi quantos tantos! Ouvi chiar riachos e os demais caudais. O alto atrai zóios, mas dá tontura, estrada nova é sempre d’vigoroso colorido. Pernibambo, em confluência d’exatos indos trechos e horas, até pedras dizindicaram-me pontos d’sombras, frondes d’comprazimentos.

A blogjornada rendia. Diapósdia. Podia, eu ia: amigos fui’ncontrando. Uns somaram meu destraçado blogdestino – e ainda estão. Outros enveredaram sendas próprias, m’deixando esplêndidas marcas que nadanada delirá!

Outros uns viraram saudades, nem mais sinais tenho dos tais – o tempo é mesmo palha d’aço; vida, palhaço e picadeiro, tudo delonga e difere, aprecie-se maduro e com copos d'calma, melhor.

Mas à perda (sinistra) das postagens anteriores, bem no dia 29 de junho de 2009 – níver d’nascimento do meu Autor-Mor, J. G. Rosa, e dois dias antes do meu –, até hoje não m’conformei, coxeei. Ao mautor da tã desobra, q’destampei, dei meu’nânime impeachment (...tá na moda, né?).

Minh'Orientação Superior percebida: “...quando se curte raiva de alguém, é a mesma coisa que se autorizar que essa própria pessoa passe durante tempo governando a idéia e o sentir da gente.” (JGR in GS:V)

Mesmo d’alma ferida, nunca desisti; não digo (nem direi) nem disse que. Masquei dias d’solidão d’ideal, cuspi: recriei o blog em 04.08.09. Buraco é monte d’cabeça pra baixo.

Diligente a quem vacinado contra parágrafos, a linha editorial aqui foi e é a da arte e da literatura d’aldeia nacional, da cultura lato sensu sem o tolo bairrismo, que sardinha viaja mundo, apesar d’baleias. O mundo não tem mão; só come o que se lhe dá. A gente é gralhazul.

Dessas dobras do fole na sanfona da vida que observi, por bimeses em estojo dormida, colhi: o amplo carece d’exíguos, assim como o mosaico é cor, pastilhas.

Portanto, perdurando o outrora desenhado, deitando a ordem íntima no d’lá dos balaústres deste bloggespaço – ...desimportam qu’enganos pairem; respeito blogtodomundo, mas ¿como deslembrar d’meu tão visável ofício? –, doravante, ressalva feita, TODOS os demais temas serão aqui constitucionalmente tratados, mesmo os com-febres. À compita nunca fui nem vou! Sol é ouro, nasce pra todos, só é preciso acordar d’manhã.

Sigo pra ond’estilo e vento m’sopram... ¿O que é que há do lado d’lá? Vamos ver’então?...

Imagem: by www.clubedecicloturismo.com.br