“QUANDO AS SOMBRAS AMEAÇAM O CAMINHO, A LUZ É MAIS PRECIOSA E MAIS PURA."

(Espírito Emmanuel, in "Paulo e Estêvão", romance por ele ditado a Chico Xavier)

Meus Amigos e blogAmigos!

quarta-feira, 31 de julho de 2013

D'OUTRORAS


REVIVEND'UM SONH'ENCURTADO

by JRB



Reviver um sonho encurtado
Por algum vento tempestuoso
Que um dia roubou-nos o chão,
É vencer um pouco o passado
De um jeito mais respeitoso:
Pela magia duma canção.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

A SANFONA SEM SEU PRÍNCIPE


DOMINGUINHOS*
O PRÍNCIPE DA SANFONA, 
AVISOU:

"Eu vou viver noutro lugar..."






OI LÁ VOU EU

Dominguinhos


Oi lá vou eu pela estrada
Com esperança de chegar
Levo no peito minha amada
Que longe, bem longe
De mim vai ficar
O fico lá, oi lá
Eu vou viver noutro lugar
E vida nova vou tentar
Quem sabe Deus olha por mim
E minha vai mudar
Eu vou seguir
Vou sem cansar
E qualquer dia eu vou chegar lá


-------


*JOSÉ DOMINGOS DE MORAIS, Dominguinhos, nasceu em Garanhuns (PE) a 12.02.1941, e morreu em São Paulo (Capital), ontem, 23.07.2013.

Foi cantor, compositor e um dos maiores sanfoneiros do Brasil.  


sábado, 29 de junho de 2013

...NUM AQUÁRIO CHEIO DE MEDOS









WISH YOU WERE HERE

So, so you think you can tell


Heaven from Hell
Blue skies from pain
Can you tell a green field

From a cold steel rail?
A smile from a veil?
Do you think you can tell?

Did they get you to trade
Your heroes for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?
Cold comfort for change?
Did you exchange
A walk on part in the war
For a lead role in a cage?

How I wish
How I wish you were here
We're just two lost souls
Swimming in a fish bowl
Year after year
Running over the same old ground
What have we found?
The same old fears
Wish you were here.

QUERIA QUE VOCÊ ESTIVESSE AQUI

Então, então você acha que consegue distinguir

O Paraíso do Inferno
Céus azuis da dor
Você consegue distinguir um campo verde
de um frio trilho de aço?
Um sorriso de um véu?
Você acha que consegue distinguir?

Fizeram você trocar
Seus heróis por fantasmas?
Cinzas quentes por árvores?
Ar quente por uma brisa fria?
Conforto frio pra variar?
Você trocou
Uma pequena participação na guerra
Por um papel principal numa cela?

Como eu queria
Como eu queria que você estivesse aqui
Somos apenas duas almas perdidas
Nadando num aquário
Ano após ano
Correndo sobre o mesmo velho chão

O que encontramos?
Os mesmos velhos medos
Queria que você estivesse aqui.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

VERS’ENCARTADOS PRA JOÃOZITO


VERS’ENCARTADOS PRA JOÃOZITO


José Roberto Balestra


João, meu caro Escritor-Mor,
Broto fino do divino das Gerais.
Hoje você apagaria 105 velinhas,
Porém, as anteviu 59, não mais.

E como seria bom, João,
Se o que houve não tivesse sido.
Você por aqui, de entrevinda,
Anotando os seus encantos
Que sobrevivem tão lindos
Por todos esses nossos cantos.

Depois dos teus, João,
Nossos livros novos andam sem graça,
Falam pouco do imo, do d’dentro,
D’ homens, d’campos e d’animais.
E d’inocências então, nem se falam mais.

Só se pensam em frias capas,
Coisa que sei, Zé Olympio abominava.
E agora, também sem seu amigo Poty,
Os traços d’ilustração perderam em magia,
Restando os atuais miolos das obras
Feito enchimentos, coisa de pouca serventia.

As histórias andam muito urbanas, João,
Como esquecidas vão as suas veredas,
Onde a vida ainda teima tocar por si
A eterna melodia nas folhas do buriti,
Só ouvida pelos bichos e os capins-sedas

Mas o manuelzinho-da-croa inda passeia
Às margens do Urucuia, sobre a areia.
E em suas águas, João, as ariranhas
Estrinçam os cascudos com toda manha.

O lobo-guará, João, inda grita penitência
Bem do jeito que você escreveu,
Só que em verdade ele está mais triste,
Antevendo o fim final de sua existência.

João, caro Poeta-Mor de Cordisburgo,
Redigo-lhe por fim: nossos livros estão sem graça.
Feito você, demiurgo que escreva o belo no comum,
Não apareceu outro. Joãozito, não vi mais nenhum!

Arre!...






JOÃO GUIMARÃES ROSA (Cordisburgo, 27.06.1908 - Rio, 19.11.1967) foi um dos mais importantes escritores brasileiros de todos os tempos, escreveu o romance GRANDE SERTÃO : VEREDAS e tantas outras obras. Faleceu três dias após ser empossado como imortal da Academia Brasileira de Letras - ABL. 

Imagem: capa do romance GS:V, editado pela Livraria José Olympio Editora, 1956, com ilustrações do artista paranaense Poty Lazarotto.


sexta-feira, 14 de junho de 2013

"COMPANHEIROS DE JORNADA"


“Talvez que um dos mais belos espetáculos ante a Espiritualidade Superior, seja o de anotar a persistência dos companheiros enfaixados na Vida Física, sempre que se mostrem decididamente empenhados a lutar pela  vitória do bem. (...)




(...) Se te propões a colaborar no levantamento do bem de todos, não desistas de agir e servir.

Momentos sobrevirão em que o teu campo de atividades parecerá coberto de sombras e sentirás, talvez, o coração transido de lágrimas.

Ainda assim, não te marginalizes. Chora, mas prossegue lutando e trabalhando pelo bem comum. (...)”   

(EMMANUEL)


domingo, 9 de junho de 2013

AS ATITUDES


O dia é todo seu e você é do Universo, que é maior que você, a dimensão na qual sua existência acontece e você experimenta ser.

Dimensionar hierarquicamente as experiências promove a reverência ao que é maior e o senso de responsabilidade a respeito do que for menor do que sua presença.

As duas atitudes são auspiciosas, pois, tanto o venerar e render culto ao que for superior a você quanto se responsabilizar e proteger as vidas que forem menos abrangentes que você representa a irradiação da melhor influência que seu ser poderia emitir.

Nossa humanidade anda embotada e ensimesmada demais, se acha o máximo e, por isso, não venera o superior, assim como também evita se responsabilizar pelo inferior, considerando que não tem nada com isso.
As duas atitudes são nocivas e complicam tudo.
by Oscar Quiroga

Comentário: - Bobagens, utopia? Pode ser. Mas então experimente pensar um pouco nisso, e agir doutra forma, pra ver se as coisas que tanto o incomodam neste mundo também não mudam! Abs. ZR

sexta-feira, 17 de maio de 2013

A inesquecível alegria de Elvira


 Era sempre assim a alegria quando a senhora voltava para sua casa; 
Guida e Catita, ruidosas, chamando-lhe a atenção para os carinhos que lhes vinham divididos por igual de sua meiga voz.




... e hoje faz sete anos que pendurei no peito o quadro desta saudade .

A sua bênção, mamãe Elvira, aí entre as estrelas do firmamento.

De seu filho,

Zuza    




segunda-feira, 22 de abril de 2013

segunda-feira, 1 de abril de 2013

UM'ORAÇÃO D' GEORGE


SOMENTE POR HOJE...





by JRB
“Música é perfume
Qu’ abraç’alma
Reentranh’a calma
E ’spant’o betume
Com’um banho
Em dia d’ dor”

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

LIVRO DE SALÃO



LIVRO DE SALÃO

by JRB

Quando vejo um livro grosso
Penso no coração do escritor
Escandindo capítulos por versos
Em balanço de alheios universos
Mãos de tinta, tantos trapos de dor
Na carne, no rosto um riso de osso

Narra sonhos de um real falsificado
Deles guardando para si o segredo
Da lavra de linhas longas e largas
Que lavam e levam as cargas
Dos seus maus fardos de medo
Por pouco não o fizeram sepultado

Mas quando avista na história o final
É que se entrega de alma na refrega
Como quem embrulha destino em jornal
Para depois brincar de cabra-cega
Com a leitora linda, lisa e loura
Que besuntada em fino creme de cenoura
Em salão lê seu livro, livre da lavra louca
E a cabeça sob alguma touca...



Imagem by georges de la tur - web


domingo, 17 de fevereiro de 2013

¿Roberto Torrente? ¿Como assim?...








Roberto Torrente,

...foi em plena florada da juventude que nos conhecemos.
Eram tempos de verde-oliva, ditadura. Marchas, cansaços...
¿Lembra-se dessa fotografia aí acima depois de uma marcha?
Nós estávamos exaustos... E a gente nada entendia daquilo tudo...

Porém tantos foram os amigos que fizemos no ano de caserna, não é mesmo?
Era 1971. Depois a vida nos soprou por destino vário.

Mas como sempre, um dia ela nos reaproximou: era a noite gelada de 20 de agosto de 2011. Curitiba!

Quarenta anos depois! Enfim, estávamos novamente juntos...

Com grande parte de nossos velhos amigos de caserna, e sem faltar o nosso velho comandante, “Capitão Vilas-Boas”, que o encontramos num aposentado Coronel, festejamos o reencontro dos 40 ANOS DA TURMA DE 1971 naquele belo jantar no Madalosso, obra do sensível coração de nosso outro velho amigo Zé Aparecido Nunes, que um dia sonhou nos reunir. E conseguiu!

Noite inesquecível aquela, Torrente.
Quanta alegria, muitos abraços sinceros, e tantas fotografias, lembra-se?

E agora à noite, Torrente, acabo de saber que você nos Deixou?!... ¿Como assim??...

Meu amigo, saber da Partida de um amigo não é fácil! Sobretudo pra quem, como eu, teve a sorte de ter um igual a você. Pode passar o tempo e até mesmo a vida neste Plano, mas não me acostumo em ver Partir antes de mim um amigo igual a você. É como ver um pedaço nosso ir-se; fico aqui, porém menor, e mais pobre, Torrente...  Meu amigo, tenho dado reparo: muitos de meus amigos estão se indo muito cedo.

Mas quis Deus em sua infinita bondade, que aquele café da manhã no hotel, na manhã seguinte ao jantar no Madalosso, e acompanhados de nosso outro velho amigo, o Reinoldo, fotografados por sua filha e por mim, fosse nosso derradeiro encontro...  E que encontro! Você, sua família, eu, e Reinoldo!

E é essa a bela lembrança que lhe guardo meu xará: você, um homem solidário, sempre sorridente, um Grande Vencedor, uma família querida, e sobretudo UM INESQUECÍVEL AMIGO!

Que o Pai Eterno o tenha ao Seu lado, Roberto, e acalme os corações dos seus que ainda tem chão a ser caminhado por esta vida...

Como nessas fotografias, tantas vezes estivemos juntos, e estaremos um dia novamente... não tenho dúvidas. 



- VÁ COM DEUS, TORRENTE!  Muito obrigado por sua amizade tão verdadeira, meu conterrâneo.


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

NENÊ; O CONTRABAIXO QUE SILENCIOU-SE HOJE






Acabo de ficar muito triste: MEU ÍDOLO no contrabaixo-elétrico, NENÊ (Lívio Benvenutti Jr./Os Incríveis), desencarnou hoje. Aquele sujeito que eu achava com cara de eterno menino... não apenas pelo apelido carinhoso recebido em sua banda. (Nenê foi a prova de que há pessoas que nunca envelhecem a pele...)

O pouco do que sei ao contrabaixo elétrico, paixão musical que em mim digladia com a do violão, foi vendo NENÊ nos palcos e inspirando-me nele, em sua performance dinâmica ao instrumento.

Nenê não tocava contrabaixo; ELE SOLAVA linda e carinhosamente aquelas espessas cordas como se fora as de um  delicado violino! 

Quantas foram as vezes em minha juvenilidade que fui ao hoje memorável Cine Ouro Branco, em Paranavaí, aos shows d’Os Incríveis? Nunca perdi nenhum...

Ia não só para ouvir o som encorpadamente delicioso da banda OS INCRÍVEIS, mas pra ser sincero, quase que unicamente era pra sentir o balanço sincopado, cheio de alma, que brotava de entre os dedos de Nenê ao baixo elétrico e o pedal duplo da bateria de Netinho. Dois gênios  musicais!

Uma coisa divinal aquele balanço! Desculpem-me meus leitores, mas só músico mesmo consegue(ia) percebê-lo; as demais pessoas apenas ouvem-no. A cada apresentação ida eu voltava pra casa leve, flutuando de alegria pelo que ouvira, e sobretudo pelo que aprendera assistindo Nenê “solar” seu contrabaixo elétrico.  

Pena que poucos dos músicos jovens de hoje em dia saibam do virtuosismo e da escola-do-baixo fundada por Nenê já na década de 60, tempo de tecnologia nenhuma. 

Aliás, o balanço soul que a música de Tim Maia traria para o Brasil no começo dos anos 70 quando ele voltava dos EUA, e que contaminou plateias com músicas como  “Cristina”, NENÊ JÁ FAZIA por aqui havia muito tempo...

Para quem é leigo em técnica musical de contrabaixo, sobretudo o elétrico, e talvez não esteja musicalmente entendendo o que aqui digo, sugiro que se ouça a seguir um clássico da música italiana, SANTA LUCIA (“Santa Luzia”), abaixo em MP-3, gravado pel’Os Incríveis no disco da capa ao lado.

Esta é, a meu ver, a música-síntese do estilo singularíssimo de Nenê tanger as cordas do baixo elétrico, SOLANDO-O o tempo todo, sem aquelas marcações quase obrigatórias exigidas de todo baixista, que assim fica “preso” ao ritmo do pedal da bateria. A Nenê esses grilhões técnicos de estilo nunca conseguiram aferrá-lo...

De minha parte só tenho a agradecer ao NENÊ, criatura maravilhosamente musical que por este Plano passou, MAS FICOU:

- Vai com Deus, Nenê! Obrigado pelas alegrias que você me deu....      (ZR)


Os Incríveis - Santa Lucia

(Nota: - Que pena, o áudio foi removido pelo editor, mas deixo um link do Youtube):

https://www.youtube.com/watch?v=_Rgdo79V5x8



Imagens e som MP3: 'captirados' by web



quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

DESATINOS



Hoje'stou!







Alucinação

Belchior

  


Eu não estou interessado
Em nenhuma teoria
Em nenhuma fantasia
Nem no algo mais
Nem em tinta pro meu rosto
Ou oba oba, ou melodia
Para acompanhar bocejos
Sonhos matinais...
Eu não estou interessado
Em nenhuma teoria
Nem nessas coisas do oriente
Romances astrais
A minha alucinação
É suportar o dia-a-dia
E meu delírio
É a experiência
Com coisas reais...
Um preto, um pobre
Uma estudante
Uma mulher sozinha
Blue jeans e motocicletas
Pessoas cinzas normais
Garotas dentro da noite
Revólver: cheira cachorro!
Os humilhados do parque
Com os seus jornais...
Carneiros, mesa, trabalho
Meu corpo que cai
Do oitavo andar
E a solidão das pessoas
Dessas capitais
A violência da noite
O movimento do tráfego
Um rapaz delicado e alegre
Que canta e requebra
Huuum... É demais!...
Cravos, espinhas no rosto
Rock, Hot Dog
"Play it cool, Baby"
Doze Jovens Coloridos
Dois Policiais
Cumprindo o seu maldito dever
E defendendo o seu amor
É nossa vida
Cumprindo o seu maldito dever
E defendendo o seu amor
É nossa vida...
Mas eu não estou interessado
Em nenhuma teoria
Em nenhuma fantasia
Nem no algo mais
Longe o profeta do terror
Que a laranja mecânica anuncia
Amar e mudar as coisas
Me interessa mais
Amar e mudar as coisas
Amar e mudar as coisas
Me interessa mais...







Um preto, um pobre
Uma estudante
Uma mulher sozinha
Blue jeans e motocicletas
Pessoas cinzas normais
Garotas dentro da noite
Revólver: cheira cachorro!
Os humilhados do parque
Com os seus jornais...
Carneiros, mesa, trabalho
Meu corpo que cai
Do oitavo andar
E a solidão das pessoas
Dessas capitais
A violência da noite
O movimento do tráfego
Um rapaz delicado e alegre
Que canta e requebra
É demais!...
Cravos, espinhas no rosto
Rock, Hot Dog
"Play it cool, Baby"
Doze Jovens Coloridos
Dois Policiais
Cumprindo o seu maldito dever
E defendendo o seu amor
E nossa vida
Cumprindo o seu maldito dever
E defendendo o seu amor
Énossa vida...




sábado, 12 de janeiro de 2013

E...

... ENTÃO?...


by JRB

Deveras difícil nos é, em certas ocasiões, despachar bocafora um NÃO! árido, daqueles na bucha e na lata!, n’é mesmo?

Venha d’alguém que goze de nossa amizade um pedido incomum afiançando contra nossa segurança material ou espiritual. Seja d’amigo, conhecido ou conhecida superficial, é momento tormentoso; embaraço de mosca presa em teia de aranha. Até mais, eu diria; instante e lugar ao qual agradeceríamos chegarmos cinco minutos após...

E aí, já enfiados naquele beco escuro, no afã de safar-nos de içar o elefante às costas, nos transmudamos em acrobata verbal. No pólo oposto os olhos do suplicante contam-nos a bamba corda em que se vê. 

Sendo porém hipótese e caso d’alguém inocente se ver tachado culpado d’alguma infração, é comum nesse acossamento o dito sacar - como duelo em faroeste americano -  um NÃO adormecido no coldre das próprias entranhas e, em seguida, verberar o ponto de mira com olhos de águia e argumento ruiano.

Na vida da humanidade o “NÃO” já foi agente de paz, de guerra, de perseguição, absolvições, separações e reatamentos e, sobretudo de fim em muitas amizades. 


Tenho dado reparo à engenhosidade d’algumas pessoas quando precisam expressar negação, inda que a simples convite; propenso a aceitá-lo, o convidado, se polido - lapuz não se ocupa de cortesias. -, diante de premência anterior, atrela-se velozmente à afabilidade, e aí lança a novel palavrinha mágica de fina autodefesa:

–Então?... 


Ato contínuo o bem formado espreme uma mão na outra, lavando-as a seco, coça no rosto uma comichão imaginária, e arremata o disfarce com um alinhar de cabelos entrededos; entretempo bastante para o exame das recíprocas expressões faciais. Confirmada a favorável, a explicação que de hábito se segue ao mago vocábulo apenas marca o tom, o tempo e o compasso musical para afofar o momento.


Assim, qual ginasta contorcionista, o convidado ou o solicitado, antes aflito como água sobre cabrito, vai passando ileso ao largo do adverbiozinho incomodativo - o NÃO! -, e sua spiritual peace volta a lhe governar, plena como um saco repleno de penas.


Ao final, confirmados venerados os apreços pessoais, ambos se vão serenamente, imaginando:

- ¿Como seria a vida do SIM sem o NÃO?        ... ENTÃO?...


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Imagem by web


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Principiando 2013...


...com uma linda canção d'essencial reflexão
apesar dos céticos...




The Messiah will come again
[O Messias está voltando]

Letra e música by Gary Moore
aqui na interpretação do guitarrista  ROY BUCHANAN
ambos hoje já saudosos.


Just a smile, just a glance
The present darkness
It just walked past

There's been a lot of evil
There've been a lot of sayin'

But this time I'm gonna tell it my way:

"There was a town
Strange, lonely little town, they called 'The World'


A lovely, lovely little town

'Till one day a Stranger appeared
And their hearts rejoiced, and the sad little town was happy again

But there were some that doubted; they disbelieved, so they mocked him

And the Stranger, he went away
Now the sad little town that was sad yesterday
Is a lot sadder today...

I walked in a lot of places that He never should have been
But I know that the Messiah, he will come again..."



Apenas um sorriso, apenas um olhar
A escuridão presente
Ele só passou

Houve uma série de mal
Há já muitos dizendo

Mas desta vez eu vou dizer à minha maneira:

"Havia uma cidade
Estranha, cidade um pouco solitária , chamada 'The World'

Uma encantadora, pequena cidade adorável

Até que um dia, um Estranho apareceu
E seus corações se alegraram, e a cidade pouco triste estava feliz novamente

Mas havia alguns que duvidavam, que não acreditavam, então eles escarneciam

E o Estranho, se foi embora
Agora a cidade pouco triste que estava triste ontem
É muito mais triste hoje ...

Andei por um monte de lugares que Ele nunca teria ido
Mas eu sei que o Messias, ele virá de novo..."