“QUANDO AS SOMBRAS AMEAÇAM O CAMINHO, A LUZ É MAIS PRECIOSA E MAIS PURA."

(Espírito Emmanuel, in "Paulo e Estêvão", romance por ele ditado a Chico Xavier)

Meus Amigos e blogAmigos!

segunda-feira, 6 de outubro de 2014




REGISTRO HISTÓRICO:

ELEIÇÕES 2014 - PRIMEIRO TURNO


Fonte: TSE

Presidente

142.822.046 ELEITORESURNAS APURADAS
100,00%
80,61% VOTANTES 19,39% AUSENTES
  • BRANCOS 4.420.488 3,84%
  • NULOS 6.678.580 5,80%
  • VÁLIDOS 104.023.543 90,36%

Fonte: TSE

Governador PR

7.861.171 ELEITORESURNAS APURADAS
100,00%
83,15% VOTANTES 16,85% AUSENTES
  • BRANCOS 303.275 4,64%
  • NULOS 302.979 4,64%
  • VÁLIDOS 5.929.997 90,72%

Deputados Estaduais

  • TODOS
  • SEGUINDO 
    5
  • PARTIDO
  • COLIGAÇÃO
E Eleito
  • Tião Medeiros PTB E0,55%31.875
  • Po Royal PSL0,62%35.626
  • 0
  • Requiao Filho PMDB E0,87%50.167

sábado, 6 de setembro de 2014

QUEM VÊ CARA NÃO VÊ CORAÇÃO.




DA PRIMEIRA GUITARRA 
(E DO AVÔ) 
A GENTE NUNCA SE ESQUECE...



Quem diria; sob a face vincada de Keith Richards (71), um stone, avô pela quinta vez, se esconde um coração cheio de amor pela família e de gratidão pelo avô materno Gus.

“(...) "Acabo de me tornar avô pela quinta vez, então sei do que estou falando. Esse laço especial entre crianças e avós é único e deve ser valorizado. Essa é a história de um desses momentos mágicos. Espero ser tão bom avô como Gus foi para mim”, (...)”.

Dia 09 Keith Richards lança seu livro infantil Gus & Me falando sobre seu inesquecível relacionamento com o avô materno Theodore Augustus Dupree, carinhosamente chamado de Gus em família, de quem Keith quando criança recebera a primeira guitarra e a influência para música.

As ilustrações do livro são de sua filha, a artista plástica Theodora Dupree Richards (foto abaixo, com o pai Keith):



Leia mais:  AQUI 



Fonte: Estadão/Blog Sonoridades, by Carlos de Oliveira

quarta-feira, 23 de julho de 2014

TRISTEZA NO REINO NACIONALISTA DA PEDRA ENCANTADA: O REI ESTÁ MORTO!



ROMANCE D' A PEDRA DO REINO
e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta
ARIANO SUASSUNA


“(...)

* FOLHETO LXXIII

Cavalhadas de São João na Judéia

(...)

- Dom Pedro Dinis Quaderna, já notei, duas vezes, que, na sua religião, o Diabo faz parte da Santíssima Trindade e o Espírito Santo é sempre representado por um Gavião. Por que é isso? - perguntou o Corregedor.

- Bem, Excelência, tudo isso aparece aí, primeiro, porque é verdade, depois por causa da influência de Samuel, de Clemente e, de certa forma, do Padre Daniel. O Diabo é um revoltado do Partido Negro-Vermelho, e portanto precisa ser reabilitado e integrado na Divindade. Depois, no meu Catolicismo, os bichos que servem de insígnia ao Divino são todos rigorosamente brasileiros e sertanejos. Por exemplo: na minha linguagem, nunca entram leões ou águias, bichos estrangeiros, mas sim Onças e Gaviões. Ora, além dessa fidelidade brasileira e sertaneja, sempre achei essa história de representar o Espírito Santo por uma pombinha, meio afrescalhada. Fique logo claro que o Espírito Santo não tem nada com isso: a culpa é de quem inventou! Essa história da "pombinha" não tem nada de Profecia-Sertaneja, é frescura desses Profetas aveadados do estrangeiro! É por isso que, no meu Catolicismo Sertanejo, o Espírito Santo é um Gavião, bicho macho e sangrador, e não essa pombinha que sempre me pareceu meio suspeita. Segundo nossas crenças, Senhor Corregedor, foi a Onça Malhada do Sol Divino que nos fez, a mim e ao Mundo, segundo sua própria imagem. Assim, não admira que o jaguar divino fizesse em relação ao Mundo o mesmo que eu, como Rei, faço com o Sertão.



(...)”

Ariano Suassuna


Ariano Suassuna


Ariano Suassuna


ARIANO VILAR SUASSUNA
nasceu a 16.06.1927, em Nossa Senhora das Neves (PB),
e morreu hoje, 23.07.2014, às 17h15m, no Recife (PE) 



*Excerto da obra "Romance d' A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta", iniciado por ARIANO VILAR SUASSUNA em 19.07.1958 e terminado em 09.10.1970. 

Imagem 1: capa da edição da Edit. Círculo do Livro S.A., feita sob cortesia editorial da Livraria José Olympio Editora S.A.  - São Paulo, 1971, p. 481



sábado, 28 de junho de 2014

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Há 106 anos: nascia o mágico do reino das palavras



João Guimarães Rosa 


Era um 27 de junho igual'a hoje na pequena Cordisburgo (MG), 
e vinha ao mundo o menino que seria o escritor-mor do Século 20


Museu Casa Guimarães Rosa




"Quando escrevo, repito o que já vivi antes. 
E para estas duas vidas, um léxico só não é suficiente.
Em outras palavras, gostaria de ser um crocodilo vivendo no rio São Francisco. Gostaria de ser um crocodilo porque amo os grandes rios, pois são profundos como a alma de um homem.

Na superfície são muito vivazes e claros, 
mas nas profundezas são tranquilos e escuros 
como o sofrimento dos homens."



guima_rosa.gif (2444 bytes)


Imagens: by web

terça-feira, 24 de junho de 2014

40 ANOS DE "LÓKI?"


LÓKI?





Convite:


ARNEWS: VAMOS TODOS CELEBRAR 40 ANOS DO ÁLBUM "LOKI?".

Nessa efeméride de 40 anos de lançamento do clássico álbum "Loki?", para muitos críticos a referência-chave do rock'n'pop brasileiros, Arnaldo Dias Baptista e sua equipe convidam todos a celebrar com a gente!


Carta de Arnaldo e equipe (Aqui

Destaque de matérias já publicadas:
Rede Minas - Agenda (Parte 1) e (Parte 2)
O Estado de São Paulo: (Aqui)



Fonte: http://www.arnaldobaptista.com.br/


Arnaldo Dias Baptista é fundador do histórico grupo musical OS MUTANTES banda brasileira de rock psicodélico formada durante o Tropicalismo no ano de 1966, em São Paulo, por Arnaldo Baptista (baixoteclado, vocais), Rita Lee (vocais) e Sérgio Dias (guitarrabaixo, vocais). Também participaram do grupo Liminha(baixista) e Dinho Leme (bateria).



sábado, 17 de maio de 2014

... INDA ME LEMBRO MUITO BEM


... inda me lembro bem. Do timbre de tua voz cantando nas manhãs dos sábados que o tempo levou embora; era lá em casa nossa antiga, de madeira, aquela. E quão aconchegante a gente achava que ela era. Apesar da despensa sem forro e janela taramelada, a cozinha avarandava arejadamente ao fundo treliçado. Nos dois quartos e na sala pequena o assoalhado reluzia a cera que você de joelhos lhes punha e polia com alegria, isto quando a mim não pedia pra dominar o fundido e pesado escovão. As três peças verde-maçã do seu sofá em courvin deram muita vida às conversas naquela salinha.  

... inda me lembro bem. Na copa sua mesa quadrada envernizada, sempre com um pequeno vaso florido enfeitando-a. Lá, a cristaleira de fundo espelhado dobrava copos, compoteiras e peças várias de lembranças dos idos tempos teus, e sustentava o rádio que te alegrava, e a mim também, trazendo o mundo inteiro pr’aquele pequeno universo nosso, mas imenso de amor.

... inda me lembro bem. Teu jeito leve e delicado de caminhar, como se sobre nuvens teus pés de anjo sandaliado a levassem pelas calçadas, atravessando ruas, quadras, dobrando esquinas, indo às compras com rol simples do essencial. E mesmo assim nada nos faltava. Eram tempos fartos.

... inda me lembro bem, em tempos mais recentes; o teu sorriso instantâneo quando me via chegando à sua casa, num átimo ele abria teus braços em asas pra me envolver. Tuas gargalhadas ao final daquelas coisas pilhéricas que a gente de quando em vez se falava e contava em sigilo, que era pra ninguém ver. Ríamos de até chorar. À luz dos meus olhos sentimentos puros jorravam do teu coração por todos nós.

... depois tive de aprender; o tempo d’antes que juntava a gente naquelas alegrias ainda de porvires, é o mesmo que corrói o aço dos cascos dos navios e encarquilha a pele da gente, enquanto o sol nascente viaja ao seu poente todo dia, pondo na vida tão bela magia da passagem da gente durante esta eterna Viagem por aqui e para aqui.

A nossa antiga casa de madeira? Ah... Dia desses fui revê-la; há tempos não existe mais. No vago do terreno murado me surpreendi perguntando sozinho ¿onde terão ido e o que terá sido daquelas tábuas e telhas que nos protegeram e testemunharam anos e anos de nossas vidas? Onde estarão no Universo os latidos do Pingo, da Tutuca, os gritos de “truco!” que papai e amigos da casa lá tanto deram? A casa de alvenaria dos fundos ainda resiste, porém está muito mudada; nem lembra mais que um dia ali existiu uma movimentada padaria, que pela manhã acordava repleta de delícias que papai e os padeiros faziam.

É. Tudo isso que agora lhe digo me parece tão real e recente, como se não existisse um antigamente na vida da gente. Mas o que aqui lhe digo não nasce num coração em tristeza nem de nostalgias, mas da certeza de que a alegria mora eterna em cada pedra do castelo das nossas belas lembranças.  

Hoje, Mãe, está completando oito anos que naquela quarta-feira anoitecida teu espírito se libertava da matéria que o Divino Pai Eterno lhe emprestara por quase oito décadas. A saudade de Você ainda me é imensa, tal qual o orgulho de ter vindo de Você e a alegria da divina permissão de haver podido estar ao teu lado por cinquenta e três anos. A distância nunca tivera domínio entre nós, Você sabe do que falo, e muito menos o tem agora que estamos em planos diferentes; tenho percebido que teu espírito em paz me vem em sonhos. Afinal, como diz a canção, se “Nada nem ninguém engana o coração de mãe.”, ao filho que deste coração veio nunca cessará a gratidão.    

Lembrando-me o quão Você gostava de ler, guardar e escrever poesias, Mãe, hoje lhe dedico os versos a seguir, que não são meus, são da alma do poeta Gibran Khalil Gibran.Porém, muito dizem por mim neste instante, porque sou sim flecha de Teu arco!

Com tuas bênçãos me despeço. Zuza 


"Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.


Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
pois suas almas moram na mansão do amanhã,
que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.



Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os Arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O Arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força
para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do Arqueiro seja vossa alegria
pois assim como Ele ama a Flecha que voa,
ama também o Arco que permanece imóvel." 


Imagem: by web

quarta-feira, 7 de maio de 2014

A COPA JÁ ERA!


A COPA JÁ ERA!
*Jorge Luiz Souto Maior
"(…) onze argumentos, do goleiro ao ponta-esquerda, para demonstrar que A COPA JÁ ERA!, que já não terá nenhum valor para a sociedade brasileira e, em especial para a classe trabalhadora, restando-nos ser diligentes para que os danos gerados não se arrastem para o período posterior à Copa:
1. A perda do sentido humano;
2. Ausência de beneficio econômico;
3. O prejuízo para o governo;
4. O prejuízo para a cidadania;
5. O prejuízo para a razão;
6. De novo o dinheiro;
7. De novo os ataques aos trabalhadores;
8. O perverso legado das condições de trabalho na Copa;
9. O atentado histórico à classe trabalhadora;
10. A culpabilização das vítimas;
11. O retrocesso social e humano da Copa (...)."


* Jorge Luiz Souto Maior é professor livre-docente da Faculdade de Direito da USP e membro da AJD – Associação Juízes para a Democracia.